
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) apontou problemas relacionados à atuação de facções criminosas, ocupações irregulares e degradação ambiental no entorno do Complexo Penitenciário Romeu Gonçalves de Abrantes (PB1 e PB2), em João Pessoa. A situação foi discutida durante uma audiência extrajudicial com representantes de diversos órgãos públicos.
Segundo o MPPB, a área registra desmatamento da Mata Atlântica, construções irregulares, descarte de resíduos e indícios de controle territorial por facções criminosas. O órgão também cita relatos sobre o uso de drones para entrada de materiais ilícitos no presídio e ameaças de resgates de detentos.
Entre as medidas definidas estão o cercamento da área, instalação de sinalização ambiental, ações de educação ambiental e a realização de um mapeamento social do entorno. O Ministério Público também expedirá recomendação ao Governo da Paraíba e à Procuradoria-Geral do Estado.
Os órgãos envolvidos terão prazo de 30 dias para apresentar relatórios com as providências adotadas para enfrentar os problemas identificados na região do complexo penitenciário.