
Os ministros Alexandre de Moraes, André Mendonça o procurador-geral da República, Paulo Gonet têm até a próxima sexta-feira (11) para prestar esclarecimentos sobre possíveis relações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Além dos três, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também deverá apresentar informações. Os relatórios devem ser encaminhados ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.
A determinação de Fachin ocorre após Mendonça defender que o caso envolvendo Moraes seja analisado pelo plenário do STF. A proposta é que os ministros avaliem conjuntamente a possibilidade de abertura de uma investigação contra Moraes.
A iniciativa de Mendonça busca levar a discussão para análise dos demais integrantes da Corte.
Alexandre de Moraes: deverá prestar informações sobre as mensagens de teor privado trocadas com Vorcaro. Segundo os diálogos recuperados pela PF, o ministro teria discutido o andamento de investigações e possíveis operações relacionadas ao ex-banqueiro.
André Mendonça: deverá justificar o procedimento adotado ao determinar que a PF mapeasse, em até 72 horas, os interlocutores de Vorcaro. A ordem teria sido expedida sem manifestação prévia do Ministério Público ou do plenário do STF.
Mendonça também é alvo de uma acusação de abuso de autoridade apresentada por Moraes. O ministro afirma que houve direcionamento de investigações contra integrantes da Corte.
Paulo Gonet: deverá apresentar a posição da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o caso. Gonet já defendeu a anulação do relatório da PF, sob o argumento de que Mendonça teria extrapolado suas funções ao determinar a investigação de um colega de Corte sem autorização do plenário.
Por outro lado, o nome de Gonet aparece 33 vezes no material. As citações estão em mensagens nas quais o advogado de Vorcaro menciona supostos encontros privados e proximidade com o procurador-geral.
Andrei Rodrigues: deverá explicar as circunstâncias em que o documento da PF foi elaborado e informar se houve interferência externa ou ordem direta que possa ter comprometido o conteúdo do relatório.