
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, classificou como um retrocesso para os trabalhadores a proposta de permitir que empregados negociem diretamente com as empresas a carga horária e as condições de trabalho. A declaração foi feita nesta quarta-feira (14), durante entrevista ao programa Arapuan Verdade, da Rádio Arapuan FM.
Segundo o ministro, a proposta defendida pelo PL prevê a possibilidade de pagamento por hora trabalhada, com condições de jornada negociadas entre patrões e empregados. Para Marinho, esse modelo pode enfraquecer a proteção dos trabalhadores nas relações trabalhistas.
O ministro também destacou que o texto ainda pode sofrer alterações durante a tramitação no Senado Federal.
Durante a entrevista, Luiz Marinho questionou o posicionamento do Partido Liberal (PL) sobre o fim da escala 6×1. Ele citou as declarações do senador Flávio Bolsonaro, que afirmou ser favorável à mudança, mas defende uma proposta com maior flexibilidade na jornada de trabalho.
“O PL precisa saber o que eles querem, direto. Eles eram contra a escala 6×1, agora Flávio Bolsonaro fala que vai votar a favor. Não sei se ele mudou de ideia ou se recuou, ou seja, levanta muita dúvida”, afirmou.
O ministro também criticou a proposta associada ao senador Rogério Marinho (PL-RN), que defende a negociação de condições de trabalho entre empregados e empresas.
Na avaliação de Luiz Marinho, permitir que o trabalhador negocie individualmente a própria jornada com o empregador representa um retrocesso para as relações trabalhistas.
“Seria um retrocesso para o trabalhador que negocie condições com a empresa”, declarou.