quarta-feira, 14 de outubro de 2026
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Ministro vê como retrocesso trabalhador negociar jornada com empresa
Ministro do Trabalho critica proposta defendida pelo PL, durante entrevista à Arapuan FM
14 de outubro de 2026 13:37
Jennyfer Silva - Redação
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, classificou como um retrocesso para os trabalhadores a proposta de permitir que empregados negociem diretamente com as empresas a carga horária e as condições de trabalho. A declaração foi feita nesta quarta-feira (14), durante entrevista ao programa Arapuan Verdade, da Rádio Arapuan FM.

Segundo o ministro, a proposta defendida pelo PL prevê a possibilidade de pagamento por hora trabalhada, com condições de jornada negociadas entre patrões e empregados. Para Marinho, esse modelo pode enfraquecer a proteção dos trabalhadores nas relações trabalhistas.

O ministro também destacou que o texto ainda pode sofrer alterações durante a tramitação no Senado Federal.

Ministro questiona posição do PL sobre a escala 6×1

Durante a entrevista, Luiz Marinho questionou o posicionamento do Partido Liberal (PL) sobre o fim da escala 6×1. Ele citou as declarações do senador Flávio Bolsonaro, que afirmou ser favorável à mudança, mas defende uma proposta com maior flexibilidade na jornada de trabalho.

“O PL precisa saber o que eles querem, direto. Eles eram contra a escala 6×1, agora Flávio Bolsonaro fala que vai votar a favor. Não sei se ele mudou de ideia ou se recuou, ou seja, levanta muita dúvida”, afirmou.

Luiz Marinho critica proposta ligada a Rogério Marinho

O ministro também criticou a proposta associada ao senador Rogério Marinho (PL-RN), que defende a negociação de condições de trabalho entre empregados e empresas.

Na avaliação de Luiz Marinho, permitir que o trabalhador negocie individualmente a própria jornada com o empregador representa um retrocesso para as relações trabalhistas.

“Seria um retrocesso para o trabalhador que negocie condições com a empresa”, declarou.

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