
O atacante Kylian Mbappé falou pela primeira vez sobre o apelido de “ditador” que passou a ser usado por alguns torcedores durante a Copa do Mundo.
Em entrevista à revista France Football, o jogador reconheceu que o termo virou um meme e que existe um lado considerado engraçado na brincadeira. No entanto, Mbappé destacou que é preciso ter cuidado com a associação.
Segundo o francês, apesar do caráter descontraído em alguns momentos, ditadores provocaram sofrimento a milhões de pessoas ao longo da história.
“Tem uma parte que é engraçada porque a gente sente que, por parte de algumas pessoas, é uma brincadeira inofensiva. Tem uma parte um pouco menos engraçada porque sabemos os estragos que esse tipo de pessoa causou na história. Então, ser comparado a pessoas que assassinam pessoas ou que deixaram milhões e milhões de pessoas infelizes, não acho que eu tenha feito isso na minha vida”, disse.
O capitão da Seleção Francesa também afirmou que a utilização do apelido pode revelar uma falta de consciência política e humana por parte de algumas pessoas.
“Então há uma mistura de coisas, a gente pensa: ‘Eu sei que é de forma leve e por isso não vai tão longe’. Mas isso às vezes mostra que há uma falta de consciência, às vezes política e humana, às vezes nas pessoas”, explicou.
O apelido ganhou força ao longo da Copa do Mundo por causa de alguns comportamentos do atacante e também passou a ser utilizado dentro do próprio ambiente da seleção francesa.
Durante uma foto no avião com o elenco, Ousmane Dembélé chegou a chamar Mbappé de Mobutu, em referência a Mobutu Sese Seko, que governou a República Democrática do Congo por 32 anos.