quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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Presidente de clube é alvo de operação que investiga o PCC
Paulo Korek Farias é alvo de mandado de prisão expedido pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil durante operação nesta quinta-feira (17).
17 de setembro de 2026 17:00
Redação
Paulo Korek Farias – (Foto: Claudinei Plaza/DGABC)

O Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil deflagraram a Operação Vectura Corrupta e expediram um mandado de prisão contra o presidente do Água Santa, Paulo Korek Farias. A ação investiga a infiltração do PCC no transporte coletivo paulistano.

Segundo os investigadores, Paulo Farias comanda as viações Translíder e A2 Transportes. A apuração sustenta que o dirigente utilizava a própria identidade e a estrutura das empresas para encobrir atividades e os reais interesses da facção no setor de transporte urbano da capital paulista.

A reportagem do Estadão tenta contato com os representantes legais do mandatário do clube para obter um posicionamento oficial. A matéria será atualizada assim que os defensores apresentarem resposta sobre as suspeitas levantadas pela operação policial.

Comando do clube e ascensão esportiva

Paulo Farias está no comando do Água Santa desde 2011 e liderou a transição da equipe do futebol de várzea para o cenário profissional.

Fundado em 1981, em Diadema, na região do ABC paulista, o clube garantiu acesso e disputou a elite do Campeonato Paulista pela primeira vez em 2016.

O principal momento esportivo sob a liderança de Paulo Farias ocorreu no Paulistão de 2023. Naquela edição, o time de Diadema chegou à decisão e venceu o jogo de ida por 2 a 1 contra o Palmeiras.

No segundo confronto, porém, o Água Santa perdeu por 4 a 0 e terminou a competição como vice-campeão estadual.

Declarações sobre a facção

Durante o Paulistão de 2023, Paulo Farias concedeu entrevista ao Estadão e negou qualquer vínculo do Água Santa com o PCC.

Na ocasião, o presidente associou as suspeitas ao preconceito contra a cidade de origem do clube e destacou o esforço das pessoas envolvidas no projeto.

“Enquanto nós não tínhamos visibilidade, a gente suportou isso sempre dentro do nosso coração. Eu quero crer que é por conta de a gente ser de uma cidade humilde, de uma cidade que realmente já foi tida como a mais violenta do Brasil até os anos 2000”, declarou.

Em seguida, Paulo Farias afirmou que o crescimento do clube poderia contribuir para combater o preconceito contra Diadema.

“Eu entendi que chegou a hora, agora que a gente está tendo visibilidade, de acabar com esse preconceito. É um time humilde, sim. É um time que vem de uma cidade carente, sim. Mas é um time com muito trabalho e muita honestidade”, completou o dirigente à época.

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