
O candidato ao Senado Federal, Major Fábio (NOVO), afirmou, nesta segunda-feira (17), que a direita ‘vacilou’ ao não aceitar uma aliança com sua candidatura.
A declaração aconteceu durante sabatina no programa Arapuan Verdade, da Rádio Arapuan FM.
Major Fábio foi questionado sobre a decisão do candidato ao Governo da Paraíba, Efraim Filho (PL), de oficializar apenas Marcelo Queiroga (PL) como candidato ao Senado dentro do campo político da direita.
Segundo o candidato, houve uma tentativa de construir uma aliança, mas a composição não foi aceita pelas lideranças. Major Fábio afirmou que, se estivesse na posição delas, teria aceitado o acordo.
“Eu não quero julgá-los. Mas, na verdade, se eu estivesse na situação deles, eu teria aceitado”, declarou.
Major Fábio afirmou ainda que acompanhou as discussões e que lutou pela formação da aliança. Ele também apresentou uma avaliação sobre a quantidade de votos que estarão em disputa para o Senado.
Segundo o candidato, a Paraíba possui aproximadamente 3,247 milhões de eleitores, e cada eleitor poderá votar duas vezes para o Senado. Dessa forma, ele estima cerca de 6,47 milhões de votos em disputa.
Na avaliação de Major Fábio, Marcelo Queiroga poderá receber apenas o primeiro voto do eleitor. O segundo deverá ser destinado a outro candidato.
“Só quem está à direita nesses seis nomes que a gente está sendo sabatinado aqui sou eu e Marcelo”, afirmou.
Diante desse cenário, Major Fábio disse que pretende ocupar o espaço de segunda opção dos eleitores que escolherem Marcelo Queiroga.
“Eu quero ocupar esse espaço. Eu quero ocupar o espaço de ser a segunda opção de Marcelo”, declarou.
Questionado se, na avaliação dele, a direita havia “vacilado”, Major Fábio respondeu que acredita que sim.
O candidato afirmou que apresentou a mesma avaliação matemática a Efraim Filho e que o candidato ao Governo da Paraíba teria concordado com a necessidade de um segundo nome para o Senado.
“Efraim concordou que precisava ter segundo nome”, afirmou Major Fábio, referindo-se à última conversa que teve com o candidato.
Segundo Major Fábio, essa compreensão também foi determinante para sua decisão de disputar uma vaga no Senado Federal.
“Só sou candidato a senador porque eu entendo dessa forma”, declarou.
Ao ser questionado sobre o motivo pelo qual a aliança não foi aceita, Major Fábio mencionou a diferença nos recursos do fundo eleitoral entre o PL e o NOVO.
Segundo ele, Marcelo Queiroga poderá contar com aproximadamente R$ 3,8 milhões, enquanto sua candidatura teria cerca de R$ 83 mil.
“Infelizmente, a gente tem essa desproporção, que eu acho que é uma grande desproporção”, afirmou.
Major Fábio avaliou que, caso a aliança tivesse sido formada, sua imagem teria que estar presente nos comitês eleitorais, já que seria o candidato ao Senado da composição.
Apesar da disputa pela vaga no Senado, Major Fábio afirmou que mantém Efraim Filho como seu candidato ao Governo da Paraíba e Marcelo Queiroga como seu candidato ao Senado.
“Eu tenho que entender agora porque o meu candidato a governador é Efraim e meu candidato a senador é Marcelo Queiroga”, afirmou.
Por fim, Major Fábio declarou que mantém esse posicionamento há cerca de um ano e que não pretende mudar sua direção política.
“Eu não sou um cara de mudar o sentido, nem a direção em apenas um ano. Não vou mudar. O meu candidato é Efraim e meu candidato a senador é Marcelo Queiroga”, concluiu.