
A pesquisa Nexus, contratada pelo BTG Pactual e realizada por telefone entre 11 e 13 de setembro de 2026 com 2.003 eleitores em todo o país, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera o cenário estimulado de primeiro turno com 42% das intenções de voto, contra 37% do senador Flávio Bolsonaro, e evidencia uma forte divisão do eleitorado por gênero, renda, religião, escolaridade, região e situação ocupacional.
Os cruzamentos da pesquisa por perfil traçam o mapa dos redutos eleitorais de cada candidato.
Há ainda recortes em que os dois principais candidatos aparecem em empate técnico, caso dos jovens de 16 a 24 anos, dos moradores do interior, dos desocupados e dos eleitores com ensino superior.
A pesquisa registra um contraste acentuado por gênero. Entre as mulheres, Lula atinge 47% das intenções de voto e abre 14 pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro, que aparece com 33%. Nesse grupo, os demais candidatos somam índices residuais.
Entre os homens, o quadro se inverte. Flávio Bolsonaro lidera com 42%, enquanto Lula marca 37%. O desempenho do candidato do PL entre o eleitorado masculino ajuda a reduzir a diferença no cenário nacional, hoje de cinco pontos a favor do petista.
Nos recortes religiosos, Lula mantém vantagem entre católicos, onde aparece com 48% das intenções de voto, contra 33% de Flávio Bolsonaro. Em outros credos que não se enquadram na matriz evangélica, o petista também surge à frente, com 39% contra 35% do adversário.
No segmento evangélico, a vantagem muda de lado. Flávio Bolsonaro atinge 52% das intenções de voto, ante 27% de Lula. Nesse grupo, Augusto Cury tem 5%, e os demais nomes ficam em patamares ainda menores.
Entre os entrevistados que se declaram sem religião, Lula consolida um dos seus melhores resultados: 56% da preferência, frente a 22% de Flávio Bolsonaro. O desempenho nesse grupo ajuda a sustentar a dianteira nacional do petista.
Na estratificação por renda familiar, Lula apresenta vantagem clara nas camadas de menor renda. Entre eleitores que vivem com até um salário mínimo, o petista alcança 53% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro tem 24%.
Na faixa de um a dois salários mínimos, a liderança se mantém: Lula marca 49% contra 33% do adversário. Já entre os entrevistados que recebem de dois a cinco salários mínimos, Flávio Bolsonaro assume a dianteira com 44%, deixando o petista com 35%.
No topo da pirâmide de renda, entre famílias com mais de cinco salários mínimos, a disputa volta a se equilibrar. Lula aparece com 42% e Flávio Bolsonaro, com 39%, indicando vantagem numérica para o presidente, mas sem distanciamento expressivo.
Quando o recorte considera o grau de instrução, a pesquisa mostra um cenário segmentado. Entre eleitores com ensino fundamental, Lula lidera com 55% da preferência, enquanto Flávio Bolsonaro registra 30%. A margem de erro nesse grupo é de quatro pontos percentuais.
Na faixa de escolaridade que vai até o ensino médio, o quadro se inverte. Flávio Bolsonaro aparece à frente com 42%, contra 34% de Lula. Para esse recorte, a margem de erro é de três pontos.
Já entre os eleitores que cursaram o ensino superior, a pesquisa aponta empate técnico: Lula tem 39% e Flávio Bolsonaro, 38%, dentro da margem de erro de cinco pontos percentuais prevista para esse segmento.
Na distribuição por faixa etária, Lula apresenta melhor desempenho entre os eleitores mais velhos. Entre pessoas com 41 a 59 anos, o petista chega a 45%, contra 37% de Flávio Bolsonaro. Na população com 60 anos ou mais, a vantagem aumenta: 51% para Lula e 33% para o candidato do PL.
Na faixa de 25 a 40 anos, Flávio Bolsonaro assume a liderança com 41% das intenções de voto. Nesse recorte, Lula aparece em segundo lugar e Augusto Cury registra 9%, seu melhor resultado, repetido também na faixa de 16 a 24 anos.
Entre os jovens de 16 a 24 anos, o cenário é mais equilibrado. Lula marca 36% e Flávio Bolsonaro, 35%, quadro classificado pelo instituto como empate técnico. Nesse grupo, Renan Santos alcança 6% e Augusto Cury soma 9%.
Entre os eleitores com 60 anos ou mais, Ronaldo Caiado obtém 6%, integrando o pelotão intermediário que aparece em todos os recortes da pesquisa.
A análise da População Economicamente Ativa indica um cenário dividido. Entre os eleitores inseridos na PEA formal, que inclui trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos, Flávio Bolsonaro lidera com 43%, enquanto Lula aparece com 34%.
Na PEA informal, formada por profissionais sem vínculo formal de trabalho, Lula passa à frente com 46% das intenções de voto, frente a 38% de Flávio Bolsonaro. O resultado reforça a força do petista entre segmentos mais vulneráveis.
O desempenho de Lula é ainda mais expressivo entre os não economicamente ativos, grupo que engloba aposentados e inativos. Nesse universo, o presidente alcança 51%, contra 30% de Flávio Bolsonaro.
Entre os desocupados, que procuram trabalho, a disputa é mais apertada: Lula marca 36% e Flávio Bolsonaro, 33%, quadro que configura empate técnico dentro desse recorte específico.
A divisão regional da pesquisa confirma redutos tradicionais de cada campo político. No Nordeste, considerado bastião histórico do PT, Lula registra 57% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 27%. Augusto Cury chega a 7% na região.
No Sudeste, maior colégio eleitoral do país, Lula também mantém a dianteira, com 42% da preferência, contra 33% de Flávio Bolsonaro. Esse desempenho contribui de forma decisiva para o resultado nacional.
Nas demais regiões, o quadro se inverte. No Sul, Flávio Bolsonaro atinge 61% das intenções de voto, contra 25% de Lula. No agrupamento Norte e Centro-Oeste, o senador lidera com 42%, enquanto o presidente marca 35%.
A pesquisa também separa o comportamento do voto entre capitais, regiões metropolitanas e cidades do interior. Nas capitais, Lula lidera com 46%, ante 33% de Flávio Bolsonaro, ampliando sua vantagem nas áreas mais urbanizadas.
Nas regiões metropolitanas, que concentram grande parte da população, o cenário é semelhante: Lula registra 46% e Flávio Bolsonaro, 36%. Os votos em branco ou nulos somam 4% nesse recorte, e os indecisos representam 1%.
No interior do país, a disputa é mais equilibrada. Lula marca 40% e Flávio Bolsonaro, 39%, situação apontada como empate técnico pelo instituto. Nessa segmentação, a polarização permanece, mas sem liderança confortável de nenhum dos candidatos.
Considerando a amostra total no cenário estimulado de primeiro turno, Lula lidera com 42% das intenções de voto em todo o território nacional, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 37%. A diferença de cinco pontos está dentro da margem de erro de dois pontos para mais ou para menos.
O pelotão intermediário é encabeçado pelo escritor Augusto Cury, que registra 6% das intenções de voto. Em seguida, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, aparece com 5%, acompanhado pelo ativista Renan Santos, com 2%, e pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema, com 1%. A candidata Samara também soma 1%.
No cenário testado, outros nomes como Rui Costa Pimenta, Hertz Dias, Edmilson Costa, Veterinário Wilson Grassi e Clariana Barão não pontuam ou ficam abaixo de 1%. Os votos em branco, nulos ou na opção nenhum somam 4% da amostra, e 2% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder.
Em comparação com o levantamento anterior, do início de setembro, Lula cresceu três pontos e Flávio Bolsonaro ganhou dois, variações que ocorrem dentro da margem de erro e mantêm a polarização entre os dois nomes no topo da corrida.
A pesquisa Nexus foi contratada pelo banco BTG Pactual e realizada por telefone com 2.003 eleitores entre os dias 11 e 13 de setembro de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-04076/2026 e considera apenas o cenário estimulado de primeiro turno, em que o entrevistado escolhe entre os nomes apresentados pelo pesquisador.