quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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Lula tem maioria entre mulheres e ateus; veja divisão dos votos por perfil
A pesquisa Nexus, contratada pelo BTG Pactual e realizada por telefone entre 11 e 13 de setembro de 2026 com 2.003 eleitores em todo o país.
17 de setembro de 2026 06:57
BAND.COM.BR Ricardo Stuckert.
Presidente da República e candidato a reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Foto: Ricardo Stuckert.

A pesquisa Nexus, contratada pelo BTG Pactual e realizada por telefone entre 11 e 13 de setembro de 2026 com 2.003 eleitores em todo o país, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera o cenário estimulado de primeiro turno com 42% das intenções de voto, contra 37% do senador Flávio Bolsonaro, e evidencia uma forte divisão do eleitorado por gênero, renda, religião, escolaridade, região e situação ocupacional.

Onde cada candidato é mais forte

Os cruzamentos da pesquisa por perfil traçam o mapa dos redutos eleitorais de cada candidato.

Segmentos em que Lula lidera

  • Eleitorado feminino (47% contra 33% de Flávio Bolsonaro).
  • Católicos (48% a 33%).
  • Eleitores de outras religiões que não são evangélicas (39% a 35%).
  • Entrevistados sem religião (56% a 22%).
  • Renda familiar de até um salário mínimo (53% a 24%).
  • Renda de um a dois salários mínimos (49% a 33%).
  • Renda acima de cinco salários mínimos (42% a 39%).
  • População economicamente ativa informal (46% a 38%).
  • Não economicamente ativos, como aposentados e inativos (51% a 30%).
  • Faixa etária de 41 a 59 anos (45% a 37%).
  • Eleitores com 60 anos ou mais (51% a 33%).
  • Escolaridade até o ensino fundamental (55% a 30%).
  • Região Nordeste (57% a 27%).
  • Região Sudeste (42% a 33%).
  • Capitais e regiões metropolitanas (46% a 33% nas capitais; 46% a 36% nas metrópoles).

Segmentos em que Flávio Bolsonaro lidera

  • Eleitorado masculino (42% contra 37% de Lula).
  • Evangélicos (52% a 27%).
  • Renda de dois a cinco salários mínimos (44% a 35%).
  • População economicamente ativa formal (43% a 34%).
  • Faixa etária de 25 a 40 anos (41%, com Lula em segundo lugar).
  • Escolaridade até o ensino médio (42% a 34%).
  • Região Sul (61% a 25%).
  • Agrupamento Norte e Centro-Oeste (42% a 35%).

Há ainda recortes em que os dois principais candidatos aparecem em empate técnico, caso dos jovens de 16 a 24 anos, dos moradores do interior, dos desocupados e dos eleitores com ensino superior.

Gênero: divisão nítida entre eleitorado feminino e masculino

A pesquisa registra um contraste acentuado por gênero. Entre as mulheres, Lula atinge 47% das intenções de voto e abre 14 pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro, que aparece com 33%. Nesse grupo, os demais candidatos somam índices residuais.

Entre os homens, o quadro se inverte. Flávio Bolsonaro lidera com 42%, enquanto Lula marca 37%. O desempenho do candidato do PL entre o eleitorado masculino ajuda a reduzir a diferença no cenário nacional, hoje de cinco pontos a favor do petista.

Religião: católicos e sem religião com Lula, evangélicos com Flávio

Nos recortes religiosos, Lula mantém vantagem entre católicos, onde aparece com 48% das intenções de voto, contra 33% de Flávio Bolsonaro. Em outros credos que não se enquadram na matriz evangélica, o petista também surge à frente, com 39% contra 35% do adversário.

No segmento evangélico, a vantagem muda de lado. Flávio Bolsonaro atinge 52% das intenções de voto, ante 27% de Lula. Nesse grupo, Augusto Cury tem 5%, e os demais nomes ficam em patamares ainda menores.

Entre os entrevistados que se declaram sem religião, Lula consolida um dos seus melhores resultados: 56% da preferência, frente a 22% de Flávio Bolsonaro. O desempenho nesse grupo ajuda a sustentar a dianteira nacional do petista.

Renda: petista domina a base, oposição cresce na faixa de 2 a 5 salários

Na estratificação por renda familiar, Lula apresenta vantagem clara nas camadas de menor renda. Entre eleitores que vivem com até um salário mínimo, o petista alcança 53% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro tem 24%.

Na faixa de um a dois salários mínimos, a liderança se mantém: Lula marca 49% contra 33% do adversário. Já entre os entrevistados que recebem de dois a cinco salários mínimos, Flávio Bolsonaro assume a dianteira com 44%, deixando o petista com 35%.

No topo da pirâmide de renda, entre famílias com mais de cinco salários mínimos, a disputa volta a se equilibrar. Lula aparece com 42% e Flávio Bolsonaro, com 39%, indicando vantagem numérica para o presidente, mas sem distanciamento expressivo.

Escolaridade: fundamental pró-Lula, médio pró-Flávio, superior dividido

Quando o recorte considera o grau de instrução, a pesquisa mostra um cenário segmentado. Entre eleitores com ensino fundamental, Lula lidera com 55% da preferência, enquanto Flávio Bolsonaro registra 30%. A margem de erro nesse grupo é de quatro pontos percentuais.

Na faixa de escolaridade que vai até o ensino médio, o quadro se inverte. Flávio Bolsonaro aparece à frente com 42%, contra 34% de Lula. Para esse recorte, a margem de erro é de três pontos.

Já entre os eleitores que cursaram o ensino superior, a pesquisa aponta empate técnico: Lula tem 39% e Flávio Bolsonaro, 38%, dentro da margem de erro de cinco pontos percentuais prevista para esse segmento.

Idade: Lula cresce entre mais velhos, Flávio reage na faixa de 25 a 40 anos

Na distribuição por faixa etária, Lula apresenta melhor desempenho entre os eleitores mais velhos. Entre pessoas com 41 a 59 anos, o petista chega a 45%, contra 37% de Flávio Bolsonaro. Na população com 60 anos ou mais, a vantagem aumenta: 51% para Lula e 33% para o candidato do PL.

Na faixa de 25 a 40 anos, Flávio Bolsonaro assume a liderança com 41% das intenções de voto. Nesse recorte, Lula aparece em segundo lugar e Augusto Cury registra 9%, seu melhor resultado, repetido também na faixa de 16 a 24 anos.

Entre os jovens de 16 a 24 anos, o cenário é mais equilibrado. Lula marca 36% e Flávio Bolsonaro, 35%, quadro classificado pelo instituto como empate técnico. Nesse grupo, Renan Santos alcança 6% e Augusto Cury soma 9%.

Entre os eleitores com 60 anos ou mais, Ronaldo Caiado obtém 6%, integrando o pelotão intermediário que aparece em todos os recortes da pesquisa.

Situação ocupacional: PEA formal com Flávio, informal e inativos com Lula

A análise da População Economicamente Ativa indica um cenário dividido. Entre os eleitores inseridos na PEA formal, que inclui trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos, Flávio Bolsonaro lidera com 43%, enquanto Lula aparece com 34%.

Na PEA informal, formada por profissionais sem vínculo formal de trabalho, Lula passa à frente com 46% das intenções de voto, frente a 38% de Flávio Bolsonaro. O resultado reforça a força do petista entre segmentos mais vulneráveis.

O desempenho de Lula é ainda mais expressivo entre os não economicamente ativos, grupo que engloba aposentados e inativos. Nesse universo, o presidente alcança 51%, contra 30% de Flávio Bolsonaro.

Entre os desocupados, que procuram trabalho, a disputa é mais apertada: Lula marca 36% e Flávio Bolsonaro, 33%, quadro que configura empate técnico dentro desse recorte específico.

Regiões: Nordeste e Sudeste com Lula; Sul e Norte/Centro-Oeste com Flávio

A divisão regional da pesquisa confirma redutos tradicionais de cada campo político. No Nordeste, considerado bastião histórico do PT, Lula registra 57% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 27%. Augusto Cury chega a 7% na região.

No Sudeste, maior colégio eleitoral do país, Lula também mantém a dianteira, com 42% da preferência, contra 33% de Flávio Bolsonaro. Esse desempenho contribui de forma decisiva para o resultado nacional.

Nas demais regiões, o quadro se inverte. No Sul, Flávio Bolsonaro atinge 61% das intenções de voto, contra 25% de Lula. No agrupamento Norte e Centro-Oeste, o senador lidera com 42%, enquanto o presidente marca 35%.

Capitais e interior: vantagem nas grandes cidades e disputa apertada fora delas

A pesquisa também separa o comportamento do voto entre capitais, regiões metropolitanas e cidades do interior. Nas capitais, Lula lidera com 46%, ante 33% de Flávio Bolsonaro, ampliando sua vantagem nas áreas mais urbanizadas.

Nas regiões metropolitanas, que concentram grande parte da população, o cenário é semelhante: Lula registra 46% e Flávio Bolsonaro, 36%. Os votos em branco ou nulos somam 4% nesse recorte, e os indecisos representam 1%.

No interior do país, a disputa é mais equilibrada. Lula marca 40% e Flávio Bolsonaro, 39%, situação apontada como empate técnico pelo instituto. Nessa segmentação, a polarização permanece, mas sem liderança confortável de nenhum dos candidatos.

Cenário nacional e desempenho dos demais candidatos

Considerando a amostra total no cenário estimulado de primeiro turno, Lula lidera com 42% das intenções de voto em todo o território nacional, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 37%. A diferença de cinco pontos está dentro da margem de erro de dois pontos para mais ou para menos.

O pelotão intermediário é encabeçado pelo escritor Augusto Cury, que registra 6% das intenções de voto. Em seguida, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, aparece com 5%, acompanhado pelo ativista Renan Santos, com 2%, e pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema, com 1%. A candidata Samara também soma 1%.

No cenário testado, outros nomes como Rui Costa Pimenta, Hertz Dias, Edmilson Costa, Veterinário Wilson Grassi e Clariana Barão não pontuam ou ficam abaixo de 1%. Os votos em branco, nulos ou na opção nenhum somam 4% da amostra, e 2% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder.

Em comparação com o levantamento anterior, do início de setembro, Lula cresceu três pontos e Flávio Bolsonaro ganhou dois, variações que ocorrem dentro da margem de erro e mantêm a polarização entre os dois nomes no topo da corrida.

Metodologia

A pesquisa Nexus foi contratada pelo banco BTG Pactual e realizada por telefone com 2.003 eleitores entre os dias 11 e 13 de setembro de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-04076/2026 e considera apenas o cenário estimulado de primeiro turno, em que o entrevistado escolhe entre os nomes apresentados pelo pesquisador.

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