
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o Brasil não irá recuar na defesa da soberania nacional após os Estados Unidos confirmarem a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A declaração foi publicada nas redes sociais na noite de quinta-feira (16), um dia após o anúncio da medida pelo governo norte-americano.
Na publicação, Lula destacou que a defesa da soberania deve estar acima de disputas políticas e afirmou que o governo manterá essa posição diante das medidas comerciais adotadas pelos Estados Unidos.
“O Brasil não vacilará no dever de defender e preservar nossa soberania.”
O presidente também ressaltou que a proteção dos interesses do país deve unir diferentes correntes políticas.
“Proteger a nossa soberania é uma obrigação que está acima de todos os partidos e todas as tendências. O governo brasileiro não vacilará em seu dever de preservá-la.”
A manifestação ocorreu após o governo dos Estados Unidos confirmar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A cobrança entra em vigor em 22 de julho e foi anunciada com base em investigações conduzidas pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR).
Com a nova medida, a tarifa adicional de 25% será somada aos 10% já aplicados sobre exportações brasileiras para o mercado norte-americano.
O governo dos Estados Unidos informou que café e carne bovina ficarão de fora da nova taxação. Já o etanol está entre os produtos que serão atingidos.
Segundo Washington, a decisão foi motivada por alegações de práticas consideradas prejudiciais às empresas norte-americanas em áreas como comércio digital, serviços de pagamento, propriedade intelectual e desmatamento ilegal.
O governo brasileiro, por sua vez, considera a medida injusta e contesta os argumentos apresentados pelos Estados Unidos, especialmente em relação aos índices de desmatamento na Amazônia.
Além da tarifa já confirmada, o governo norte-americano avalia aplicar mais 12,5% sobre produtos brasileiros. A justificativa seria uma suposta falha do Brasil no combate e na fiscalização de casos de trabalho forçado.
A decisão sobre essa possível nova cobrança está prevista para ser divulgada até 24 de julho.