quarta-feira, 9 de setembro de 2026
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Lula defende quebra de sigilo das investigações do caso Master
Lula pediu urgência na quebra do sigilo do caso Master e cobrou transparência em meio à crise entre ministros do Supremo Tribunal Federal
9 de setembro de 2026 14:24
Redação
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quarta-feira (9), a “quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master”. Lula classificou a investigação como “o maior crime financeiro da história do Brasil”.

A declaração ocorre em meio a uma grave crise entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), envolvendo decisões relacionadas às investigações do caso Master e do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Em publicação nas redes sociais, Lula pediu que a medida seja tomada de forma “urgente”.

“O povo brasileiro precisa de explicações e medidas imediatas para enfrentar a crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário”, afirmou.

O presidente cobrou transparência e criticou vazamentos seletivos que impactam a disputa eleitoral.

Lula argumentou que a quebra do sigilo das investigações deve ser completa, “seja quem for, doa a quem doer”.

“O Brasil precisa saber a verdade”, encerra a nota.

Entenda a crise

A crise no Supremo veio à tona após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de relatórios parciais da Operação Compliance Zero.

Mendonça é relator da operação, que tem como alvo a corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias supostamente praticadas por Daniel Vorcaro.

No material divulgado, constam 52 mensagens que os investigadores do caso afirmam terem sido enviadas por Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes.

Nas mensagens, o ex-banqueiro demonstra proximidade com o ministro e aparenta ter encaminhado a ele um contrato de R$ 131 milhões entre o Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

Até o momento, Moraes nega qualquer contato com o ex-banqueiro.

Após a divulgação do material, o ministro tornou público um “relatório de inteligência” da Polícia Federal (PF).

Segundo o documento, Mendonça sugere direcionamento contra desafetos políticos na condução do caso Master.

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