quarta-feira, 15 de julho de 2026
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Justiça torna réus envolvidos em morte no rope jump
Os instrutores Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves também se tornaram réus por homicídio com dolo eventual
14 de julho de 2026 11:15
Redação
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Justiça torna réus envolvidos em morte no rope jump (Foto: Reprodução)

A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público (MP-SP) e tornou réus quatro envolvidos na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump, em Limeira (SP). O caso aconteceu em junho deste ano e tramita em segredo de Justiça.

Entre os denunciados está a organizadora do evento, Evelyne dos Santos Gonçalves, responsável pelo grupo Entre Cordas. Ela responderá por homicídio com dolo eventual, qualificado por motivo torpe e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foi denunciada por fraude processual, sob a acusação de tentar eliminar provas relevantes para a investigação. A Justiça também decretou sua prisão preventiva.

Os instrutores Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves também se tornaram réus por homicídio com dolo eventual. Eles foram presos em flagrante após o acidente e permanecem com prisão preventiva.

Segundo a denúncia, o grupo promovia dezenas de saltos diariamente sem estrutura adequada de gerenciamento de riscos e sem seguir protocolos básicos de segurança. O MP afirma que Maria Eduarda foi lançada da ponte sem que a corda estivesse presa ao equipamento de proteção, caindo de aproximadamente 40 metros e morrendo em decorrência de politraumatismo.

A investigação também apura o desaparecimento da câmera de ação usada pela vítima durante o salto. De acordo com o Ministério Público, a organizadora teria determinado que o equipamento fosse localizado e que as imagens fossem apagadas para dificultar o esclarecimento do caso. A Polícia Civil ainda busca identificar quem retirou a câmera do local.

Resumo da Notícia

  • Quatro pessoas viraram rés pela morte de jovem em salto de rope jump
  • Organizadora responde por homicídio com dolo eventual e fraude processual
  • Três instrutores também foram denunciados pelo Ministério Público
  • Acusação aponta falhas graves de segurança durante a atividade
  • Desaparecimento da câmera usada pela vítima segue sob investigação
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