
O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) recomendou que brasileiros evitem viagens ao Oriente Médio diante da escalada do conflito na região. O alerta consular, divulgado nesta terça-feira (21), desaconselha deslocamentos para países em guerra e pede que viagens não essenciais a outros destinos da região sejam adiadas por questões de segurança.
Segundo o governo brasileiro, a recomendação é não viajar para Irã, Israel, sul do Líbano, Palestina (Faixa de Gaza) e Iêmen. Além disso, o Itamaraty orienta que sejam evitadas viagens não essenciais para Cisjordânia, Síria, Iraque, Líbano, Jordânia, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Arábia Saudita. Apesar do alerta, o ministério informou que não há restrições às conexões aéreas nesses países.
O Itamaraty também divulgou recomendações aos brasileiros que já se encontram no Oriente Médio.
Entre as orientações estão:
O ministério ainda orienta que passageiros com voos cancelados procurem as companhias aéreas para remarcação das passagens e mantenham os documentos de viagem com, no mínimo, seis meses de validade.
O alerta foi divulgado em meio ao agravamento dos confrontos no Oriente Médio.
Nesta terça-feira, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) informou ter realizado ataques contra uma central de dados da empresa Amazon, no Bahrein, além de alvos militares ligados aos Estados Unidos no Kuwait e na Jordânia.
Em resposta, o Comando Central dos Estados Unidos afirmou ter atacado bases militares iranianas, instalações marítimas, sistemas de defesa aérea e locais de lançamento de mísseis e drones.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também ameaçou o complexo nuclear iraniano de Montanha Pickaxe, próximo às instalações nucleares de Natanz.
Com o aumento das tensões, o mercado internacional reagiu. O preço do barril do petróleo Brent registrou alta de cerca de 2%, alcançando US$ 90, refletindo a preocupação dos investidores com os impactos do conflito sobre o fornecimento global de petróleo.