
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estuda oferecer linhas de crédito e capacitação para empresas que possam ser afetadas pelo fim da escala de trabalho 6×1. As medidas estão em análise pela equipe econômica, que pretende identificar os setores mais impactados antes de definir como o apoio será concedido.
Na sexta-feira (16), Lula afirmou que ninguém terá prejuízo com a mudança. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, porém, reconheceu, em entrevista à TV Band, que a alteração poderá gerar custos para parte dos empresários, embora avalie que o impacto será minoritário.
Entre as iniciativas já adotadas pelo governo está a ampliação do limite de crédito para pequenas empresas, de R$ 250 mil para R$ 500 mil. A equipe econômica também considera uma possível parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para capacitar empreendedores e auxiliar na adaptação às novas regras.
A expectativa do governo é que o aumento da produtividade ajude a compensar parte dos custos decorrentes da mudança na jornada de trabalho.
Segundo Durigan, entre 68% e 70% dos empregos no país já estão fora da escala 6×1, o que, na avaliação do ministro, limita o número de trabalhadores diretamente afetados pela alteração.