terça-feira, 25 de agosto de 2026
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Expectativa de inflação para 2026 cai a 5,02%
Projeção está abaixo dos 5,16% previstos há quatro semanas e também dos 5,03% estimados na semana passada
10 de agosto de 2026 11:27
Redação
Imagem meramente ilustrativa, criada com auxílio da IA

Pela sexta semana consecutiva, o mercado financeiro reduziu as expectativas para a inflação em 2026. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (10) pelo Banco Central (BC), o IPCA deve fechar o ano em 5,02%.

A projeção está abaixo dos 5,16% previstos há quatro semanas e também dos 5,03% estimados na semana passada.

O mercado também revisou para baixo a previsão de crescimento da economia. A expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) passou de 1,99% para 1,98% em 2026, após cinco semanas de estabilidade.

Por outro lado, a projeção para o dólar permanece em R$ 5,20 há oito semanas.

Já a expectativa para a taxa Selic ficou estável em relação à semana anterior. O mercado continua projetando juros básicos em 13,75% ao ano no fim de 2026.

Projeções para 2027

Para 2027, três dos quatro principais indicadores acompanhados pelo mercado permaneceram estáveis.

A única alteração ocorreu na previsão para o PIB, que passou de 1,57% para 1,52%.

Para o próximo ano, o mercado projeta 4,22% para o IPCA, R$ 5,28 para o dólar e 12% para a taxa Selic.

Expectativas para 2028

As projeções para 2028 permaneceram inalteradas.

O mercado financeiro prevê inflação de 3,80%, crescimento de 2% para o PIB, dólar em R$ 5,30 e taxa Selic de 10,50%.

Como a Selic influencia a inflação

O Banco Central utiliza a Selic, taxa básica de juros da economia, como uma das principais ferramentas para controlar a inflação.

Quando os juros sobem ou permanecem elevados por um período prolongado, o crédito fica mais caro. Isso afeta compras no cartão, parcelas de produtos e financiamentos, reduzindo o ritmo do consumo.

Quando os juros caem, a expectativa é de estímulo à atividade econômica e menor risco de descontrole dos preços.

Copom reduz Selic para 14%

Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), encerrada em 5 de agosto, a Selic foi reduzida em 0,25 ponto percentual, passando de 14,25% para 14% ao ano.

Essa foi a quarta redução consecutiva dos juros básicos.

Segundo o Banco Central, o corte é compatível com a estratégia de convergência da inflação para a meta nos próximos períodos.

O BC afirmou que a decisão busca, além da estabilidade dos preços, suavizar as oscilações da atividade econômica e favorecer o emprego.

Cenário externo exige cautela

O Copom manteve a avaliação de que o cenário externo exige cautela, diante das incertezas relacionadas aos conflitos no Oriente Médio e à política monetária das economias avançadas.

No cenário doméstico, o comitê observou uma desaceleração gradual da atividade econômica, embora o mercado de trabalho continue aquecido.

O Banco Central também destacou que a inflação recente perdeu força, mas permanece acima do limite superior da meta.

Apesar disso, os núcleos de inflação apresentaram desaceleração.

Resumo da Notícia

  • Mercado reduz pela sexta semana seguida a previsão de inflação para 2026.
  • IPCA projetado para o ano passa para 5,02%.
  • Previsão de crescimento do PIB cai de 1,99% para 1,98%.
  • Mercado mantém dólar em R$ 5,20 e Selic em 13,75% para o fim de 2026.
  • Copom reduz a Selic para 14% ao ano, na quarta queda consecutiva.
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