
O dólar fechou em alta de 0,24%, cotado a R$ 5,111, enquanto o Ibovespa interrompeu uma sequência de três semanas de ganhos ao recuar 0,06%, aos 173.714,08 pontos, nesta sexta-feira (17). Já o petróleo disparou quase 5%, impulsionado pela escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã.
O avanço das cotações do petróleo ajudou a reduzir parte das perdas do real e favoreceu as ações da Petrobras. Ainda assim, o desempenho não foi suficiente para evitar a queda da bolsa brasileira.
A valorização do dólar ocorreu em meio ao aumento da aversão ao risco nos mercados internacionais. A intensificação dos confrontos entre Estados Unidos e Irã elevou a procura por ativos considerados mais seguros, fortalecendo a moeda norte-americana.
Durante o pregão, a divisa chegou a R$ 5,133, mas perdeu força ao longo da tarde e encerrou o dia cotada a R$ 5,111.
Apesar do cenário externo, o real teve desempenho melhor que outras moedas de países emergentes. Isso porque a alta do petróleo beneficia o Brasil, importante exportador da commodity. Além disso, o aumento das tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros ficou em segundo plano para os investidores.
No acumulado de julho, o dólar registra queda de 1% frente ao real. Em 2026, a moeda acumula desvalorização de 6,88%.
O Ibovespa, principal índice da B3, caiu 0,06%, encerrando o pregão aos 173.714,08 pontos e confirmando a primeira perda semanal em um mês.
O índice chegou a operar em alta durante parte do dia. No entanto, perdeu força com o avanço dos juros futuros e a queda das ações dos setores de varejo, construção civil, educação e bancos.
Por outro lado, os papéis da Petrobras limitaram as perdas, impulsionados pela valorização do petróleo.
Os investidores também acompanharam a desaceleração da atividade econômica brasileira, medida pelo IBC-Br de maio, além dos impactos das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Os contratos internacionais de petróleo registraram forte valorização após a intensificação dos ataques entre Estados Unidos e Irã e o aumento das preocupações com possíveis interrupções no transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz.
O barril do Brent, referência para a Petrobras, avançou 4,59%, encerrando o dia cotado a US$ 88,10.
Já o barril do WTI, negociado nos Estados Unidos, subiu 4,48%, fechando a US$ 82,49.
Na semana, as duas referências acumulam alta próxima de 16%, refletindo o receio de novos impactos sobre a oferta mundial de petróleo e seus possíveis efeitos sobre a inflação global.