
O delegado da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), Alex Amorim, afirmou, nesta quarta-feira (13), que organizações criminosas têm utilizado empresas formais para misturar dinheiro legal com recursos oriundos de atividades ilícitas, dificultando o trabalho das autoridades.
A declaração aconteceu durante entrevista ao programa Arapuan Verdade, da Rádio Arapuan FM.
Segundo o delegado, a prática tem sido cada vez mais sofisticada e ocorre em diversos segmentos da economia.
“Eles misturam o dinheiro lícito com o dinheiro ilícito, justamente para dificultar a investigação”, afirmou.
Alex Amorim explicou que, atualmente, o crime organizado não atua apenas com empresas de fachada, mas também investe em negócios reais e lucrativos.
“As empresas de lavagem de dinheiro antigamente eram só de fachada, mas eles evoluíram tanto que estão até ganhando dinheiro com as empresas. Agora eles querem ganhar dinheiro com as empresas de verdade”, declarou.
Entre os segmentos que podem ser utilizados para lavagem de dinheiro, o delegado citou hotéis, postos de combustíveis e farmácias. Ele ressaltou, porém, que isso não significa que todos os estabelecimentos desses setores estejam envolvidos em irregularidades.
O delegado também destacou que a separação entre os valores legais e ilegais é uma das etapas mais complexas das investigações financeiras.
“A separação é a parte mais difícil, mas a gente consegue identificar a parte ilícita que entra”, concluiu.