
O desenvolvimento econômico e as políticas de saúde voltadas para pessoas neurodivergentes marcaram o quinto bloco do debate da Rádio Arapuan entre Cícero Lucena e Efraim Filho.
Ao abordar o desenvolvimento econômico, Cícero destacou o potencial da Paraíba e as características específicas de cada região.
“Nós sabemos do potencial da Paraíba como um todo, com características diferentes e regionais. Mas algo que, para mim, é consenso é o governo chegar junto a esses potenciais”, afirmou.
Na sequência, questionou Efraim sobre sua proposta para o estado.
Efraim afirmou que o desenvolvimento econômico exige diálogo com todas as regiões da Paraíba.
Entre as propostas, citou a duplicação da PB-008. Segundo ele, atualmente a rodovia é mal iluminada e apresenta riscos de acidentes e assaltos.
O candidato também relacionou a geração de empregos à qualificação da mão de obra.
“Vou construir um plano de governo para qualificar nossos jovens e quebrar o ciclo da falta de experiência, criando mais oportunidades para quem está entrando no mercado de trabalho”, declarou.
Efraim também propôs a criação de um programa para que jovens possam estagiar no Governo do Estado, adquirindo experiência antes de ingressarem no mercado de trabalho.
O candidato defendeu ainda a redução dos gastos públicos e uma gestão mais eficiente.
“É importante enxugar e reduzir os gastos do Estado, buscando uma gestão mais eficiente”, afirmou.
Efraim também destacou a importância dos pequenos negócios paraibanos na geração de emprego e renda.

Cícero afirmou que desenvolvimento depende de planejamento, ação e trabalho.
“João Pessoa hoje vive um dos melhores momentos da sua história. As coisas não acontecem da noite para o dia”, declarou.
O candidato criticou a falta de continuidade de intervenções na PB-008.
“Eu deixei a PB-008, que, infelizmente, não deram continuidade para o potencial de crescimento que existe”, afirmou.
Cícero questionou ainda a demora na execução de uma obra na rodovia.
“Por que uma obra da PB-008, de cerca de R$ 8 milhões, se arrasta há mais de dois anos e continua na mesma situação, mais com tapa-buraco do que mesmo com uma requalificação que se faz necessária?”, questionou.

Efraim relacionou o desenvolvimento econômico também à questão do esgoto nas praias.
“Como é que a gente vai ter desenvolvimento econômico se temos o problema do esgoto nas praias?”, questionou.
Segundo o candidato, o governo e a prefeitura estariam transferindo responsabilidades sobre o problema.
“O governo joga a responsabilidade para a prefeitura e a prefeitura devolve para o governo. Eu não vou procurar culpado, vou entregar a solução”, afirmou.
Efraim também citou o potencial de Campina Grande na área de tecnologia.
“Na área de tecnologia, Campina Grande tem capacidade para ser referência. Temos sol e temos vento. Quero inovar e aproveitar todo esse potencial para promover desenvolvimento”, declarou.
Na segunda parte do bloco, Efraim questionou Cícero sobre o programa de governo para crianças neurodivergentes e as propostas para a saúde pública na Paraíba.
Cícero afirmou que João Pessoa possui um trabalho voltado para a inclusão, incluindo crianças autistas.
“Em João Pessoa, fazemos um laudo de autista em 12, 13 dias”, declarou.
O candidato também apontou uma dificuldade enfrentada por mães atípicas quando os alunos deixam a rede municipal de ensino e passam para a rede estadual.
“Hoje, um dos problemas que as mães atípicas estão enfrentando é quando os alunos saem da rede municipal de ensino e vão para a rede estadual, e lá não está preparado”, afirmou.
Para Cícero, os serviços precisam ser ampliados para outras regiões.
“Não é deixar só em João Pessoa. Nós temos que interiorizar esse tipo de atendimento”, declarou.
Efraim afirmou que pretende ampliar o cuidado com pessoas neurodivergentes e seus familiares.
“Olha, eu apenas não só falo, como faço. No meu governo, não haverá pessoas invisíveis. Podem ter certeza: quero ter esse cuidado”, afirmou.
O candidato também destacou a necessidade de atenção às mães atípicas e aos profissionais de saúde.
“Eu quero cuidar de quem cuida. Quero cuidar da mãe atípica, do profissional de saúde. E assim vamos fazer uma saúde mais humanizada na Paraíba”, declarou.