
A deputada estadual Camila Toscano (MDB) afirmou, nesta terça-feira (1º), que considera o voto cruzado natural nas eleições e defendeu liberdade para os eleitores na disputa presidencial.
Em declaração ao Portal Arapuan, Camila destacou que cada pessoa fará seis escolhas. Por isso, acredita ser difícil manter todos os votos dentro de um único grupo político.
“Dificilmente você encontrará alguém votando sempre na mesma chapa. São seis votos e é muito difícil manter todos em uma linha só”, afirmou.
Segundo Camila, diferentes combinações também aparecem nas candidaturas proporcionais. Ela citou alianças entre candidatos a deputado estadual e federal de partidos distintos.
“Vai muito da cidade, da escolha do prefeito e da liderança. É algo normal e precisamos tratar como normal”, explicou.
A deputada afirmou que as lideranças municipais exercem influência sobre as escolhas. Dessa forma, candidatos ligados a Lucas Ribeiro ou Cícero Lucena podem dividir palanques locais.
Apesar disso, Camila ponderou que mudanças políticas radicais devem ser analisadas separadamente.
“Há casos e casos. Não acho que uma mudança radical, como vemos em alguns lugares, seja natural ou comum”, declarou.
Camila também comentou a decisão da campanha de Cícero de não assumir uma posição mais clara na disputa pela Presidência da República.
A deputada afirmou que adota postura semelhante porque não se identifica com posições políticas extremas.
“É o posicionamento dele e também é o meu. Respeito todo mundo, mas não sou dos extremos”, disse.
Segundo Camila, as campanhas estaduais costumam pedir votos até o cargo de governador e deixar o eleitor livre para escolher o presidenciável.
“Por onde ando, todos pedem voto até governador. Para presidente, normalmente deixam a população à vontade”, afirmou.
Para a parlamentar, essa postura está relacionada ao radicalismo presente no cenário político nacional.
“É o que está acontecendo no nosso país. Infelizmente, esse radicalismo tem levado a isso”, concluiu.