
O depoimento do pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), que estava agendado para esta terça-feira (28), foi adiado. A oitiva havia sido determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como parte de um inquérito que apura suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A investigação foca postagens feitas por Flávio na rede social X em janeiro de 2026, nas quais a Polícia Federal identificou “indícios concretos” de crime ao associar o presidente a atividades como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e apoio a terroristas.
A data havia sido fixada por Moraes após o senador não se manifestar sobre os prazos anteriormente concedidos para que ele mesmo sugerisse um horário para a oitiva. Após a marcação, no entanto, a defesa do pré-candidato à Presidência pediu adiamento, que foi aceito pela Polícia Federal.
A defesa também pediu que os esclarecimentos de Flávio sobre o caso sejam apresentados por escrito em substituição ao interrogatório. A PF, no entanto, ainda não informou se vai acatar o pedido dos advogados do candidato à Presidência.
Para Moraes, a oitiva é fundamental para “regular prosseguimento das investigações”. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também destacou a “especial relevância” do depoimento, afirmando que a decisão sobre apresentar ou não uma denúncia formal contra o parlamentar depende dos esclarecimentos que seriam prestados nesta sessão.
O embate judicial ocorre em um momento de intensa movimentação política. Pesquisas BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (27) apontou Lula na lideranã para o primeiro turno da disputa presidencial, com 42% das intenções de voto, contra 33% de Flávio. A vantagem do petista oscilou positivamente 2 pontos percentuais, na comparação com pesquisa de julho.