
O Brasil deve encerrar o terceiro mandato de Lula (PT), com a segunda maior alta da dívida pública bruta em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) entre os países do G20. O país ganha só da China em uma lista com 187 países, mas perde para outros emergentes, como África do Sul, México e Argentina, que conseguiram controlar melhor a dívida.
Os dados são do Farol da Oposição, do Instituto Teotônio Vilela, baseado em dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) e segundo o estudo, a dívida passaria de 83,9% do PIB, em 2022, para 96,5% ao fim de 2026, um aumento de 12,6 pontos percentuais, atrás apenas da China.
O levantamento afirma que o crescimento projetado para a dívida brasileira supera o observado em países como África do Sul, México e Argentina. Caso a projeção do FMI se confirme, a dívida atingirá o maior nível desde a crise fiscal registrada entre 2015 e 2016.

O estudo também projeta que o endividamento continuará crescendo após 2026, podendo alcançar 105,5% do PIB nos quatro anos seguintes. Ainda conforme o levantamento, entre os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil também aparece entre os maiores aumentos projetados da dívida pública, ficando atrás apenas da Finlândia e da Polônia.