segunda-feira, 24 de agosto de 2026
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Após rompimento do PDT, Marcos Ribeiro deixa Governo da Paraíba
Presidente estadual do PDT afirmou que já pediu uma conversa com Lucas Ribeiro para oficializar a saída da Secretaria Executiva de Modernização e Transformação Digital
12 de agosto de 2026 17:22
Jennyfer Silva - Redação
Marcos Ribeiro (Foto: Divulgação / Arquivo)

O presidente da Executiva Estadual do PDT, Marcos Ribeiro, anunciou nesta quarta-feira (12), que deixará o cargo que ocupa no Governo da Paraíba após o rompimento do partido com o governador Lucas Ribeiro (PP).

Marcos Ribeiro afirmou que já solicitou uma conversa com Lucas Ribeiro para oficializar sua saída. Segundo ele, a decisão ocorre em consequência da posição adotada pelo PDT. “Sou homem de partido”, declarou.

Ribeiro ocupa, desde abril, a Secretaria Executiva de Modernização e Transformação Digital do Estado. Ele afirmou que o PDT foi o único partido ao qual se filiou e que deixa o cargo após contribuir com a gestão estadual.

“O PDT foi o único partido ao qual me filiei na vida. Estou me desligando do cargo no Governo, com o qual contribuí de forma honrada”, explicou.

Marcos Ribeiro defendia manutenção da aliança

Dentro do PDT, Marcos Ribeiro era um dos nomes que defendiam a manutenção da aliança com o governador Lucas Ribeiro. Apesar do rompimento, ele afirmou que deixa a gestão com gratidão ao governador, a quem classificou como um “ser humano que transmite vocação pública e seriedade”.

O ex-secretário também avaliou positivamente o período em que esteve à frente da pasta e destacou o caráter técnico e transversal do trabalho desenvolvido.

“Estou muito satisfeito, pois a secretaria é muito técnica e desenvolvemos um ótimo trabalho. Sinto que esse é um trabalho transversal, porque você lida com a modernização de um governo inteiro”, afirmou.

Rompimento do PDT com Lucas Ribeiro

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, anunciou mais cedo, em entrevista à CBN Paraíba, o rompimento do partido com o governador após a escolha de Lígia Feliciano (União Brasil) para ocupar a vice na chapa de Lucas Ribeiro.

Segundo Lupi, a decisão do governo estadual representou um “recado direto de rejeição” ao PDT. O partido esperava que a ex-secretária Rafaela Camaraense fosse escolhida para a vaga de vice.

De acordo com o dirigente nacional, o nome de Lígia Feliciano teria sido definido sem diálogo prévio com o PDT.

“Em nenhum momento foi discutido, foi colocado o nome de Dra. Lígia (Feliciano) como candidata em nenhuma reunião. Eles fizeram essa opção e, ao fazê-la, fizeram a opção de não querer o PDT”, afirmou Lupi.

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