quinta-feira, 20 de agosto de 2026
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Agenda de Renan Santos na Paraíba tem ações sobre segurança pública
Presidenciável usa trator no Grotão, remove equipamentos em Santa Rita e propõe operações conjuntas contra facções.
20 de agosto de 2026 06:33
Thyago Lúcio - Portal Arapuan Reprodução/Youtube/Renan Santos
Ato eleitoral passou por João Pessoa e municípios da região metropolitana. Foto: Reprodução/Youtube/Renan Santos

O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) cumpriu agenda na Paraíba nesta quarta-feira (19), com ações e declarações voltadas à segurança pública.

Em João Pessoa e Santa Rita, ele retirou entulho e câmeras que atribuiu ao crime organizado. Além disso, defendeu penas mais duras e operações integradas entre governos.

Entulho é retirado no Grotão

Durante a tarde, Renan contratou um trator para remover lixo e entulho de uma comunidade localizada no bairro do Grotão, em João Pessoa.

Segundo o candidato, o material seria utilizado por criminosos como barricada para dificultar a entrada da polícia. Essa relação foi apresentada por Renan durante a visita.

Renan afirmou que situações semelhantes ocorrem em outras capitais brasileiras e classificou o problema como nacional.

O candidato defendeu a adoção de estado de defesa em regiões consideradas dominadas pelo crime. Ele também propôs a participação da Polícia Federal nessas operações.

Renan disse que o Governo Federal atuaria com as forças locais para “prender e matar as lideranças do crime”. Segundo ele, caso não se entregassem, essas lideranças poderiam morrer.

Câmeras são retiradas em Santa Rita

Em seguida, o candidato foi a Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa, onde retirou câmeras de monitoramento instaladas em postes.

Renan utilizou uma escada, subiu em um dos postes e retirou manualmente os equipamentos. Segundo ele, as câmeras seriam usadas pelo crime organizado.

Até a última atualização da reportagem, não havia informação oficial sobre a origem ou a finalidade dos aparelhos retirados.

Candidato defende penas de 30 anos

Antes das ações, durante a chegada ao aeroporto, Renan afirmou que pretende realizar operações conjuntas entre os governos federal e estaduais.

O candidato também defendeu penas de 30 anos para assaltos, incluindo ocorrências envolvendo celulares. Ele voltou a falar na “eliminação” de lideranças criminosas.

Renan afirmou que integrantes dessas organizações deveriam permanecer presos por longos períodos. Caso resistissem às operações, defendeu a reação armada das forças policiais.

Renan propõe intervenção federal no Rio de Janeiro

Ao comentar a segurança em outros estados, o candidato defendeu uma intervenção federal no Rio de Janeiro.

Segundo Renan, o estado estaria completamente dominado pelo crime organizado. Ele também afirmou que lideranças políticas seriam afastadas durante a intervenção.

Sobre o desenvolvimento do Nordeste, o candidato defendeu a criação de atividades econômicas no interior.

Renan afirmou que frentes agrícolas e oportunidades de trabalho poderiam gerar renda e reduzir a dependência de programas de assistência social.

Declaração sobre decisões do STF

Durante a noite, Renan participou de um encontro com apoiadores no Centro de João Pessoa. Após o evento, ele concedeu uma entrevista coletiva.

O candidato afirmou que, caso assumisse a Presidência, não cumpriria uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que interrompesse uma eventual operação em Santa Rita.

Renan disse que apresentaria recurso, mas não paralisaria a ação. Segundo ele, a interrupção colocaria moradores e agentes de segurança em risco.

Na resposta, o candidato citou o ministro Alexandre de Moraes, chamado por ele de “Xandão”. Renan também afirmou que suspender a operação devolveria a área ao crime.

O encontro com os apoiadores encerrou a agenda do candidato na Paraíba.


Resumo da Notícia

  • Renan Santos retirou entulho de uma comunidade no Grotão.
  • O candidato removeu câmeras instaladas em postes de Santa Rita.
  • Não havia confirmação oficial sobre a origem dos equipamentos.
  • Renan defendeu penas maiores e operações integradas contra organizações criminosas.
  • O presidenciável afirmou que não interromperia uma operação por determinação do STF.
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