
O Hospital Alberto Urquiza Wanderley, da Unimed João Pessoa, realizou na última terça-feira (8) a centésima cirurgia robótica. O procedimento representa mais um marco no Programa de Cirurgia e Telecirurgia Robótica da cooperativa.
O beneficiado foi o paciente J.U.G.N., de 60 anos, que passou por um procedimento urológico.
A primeira cirurgia da Unimed João Pessoa com robô próprio foi realizada em 24 de janeiro. Menos de dois meses depois, foram realizadas três telecirurgias robóticas inéditas nas Américas, colocando o Brasil no mapa mundial desse tipo de procedimento.
Das 100 cirurgias robóticas realizadas, seis foram telecirurgias.
O presidente da Unimed João Pessoa, Gualter Lisboa Ramalho, afirmou que o Programa de Cirurgia e Telecirurgia Robótica é um “sucesso” desde o início.
Segundo ele, cirurgias inéditas foram realizadas com o uso de internet de baixo custo em procedimentos feitos a mais de 3 mil quilômetros de distância.
“Com muito êxito, cirurgias inéditas foram realizadas, utilizando internet de baixo custo entre distâncias de mais de 3000 quilômetros e mostrando que a cirurgia robótica e a telecirurgia são realmente seguras e entregam qualidade assistencial”, afirmou.
Em agosto, o programa avançou com o investimento em uma nova plataforma, o robô Toumai. Desenvolvido pela empresa de tecnologia chinesa MicroPort e distribuído no Brasil pelo Grupo Hospcom, o equipamento é uma das plataformas de cirurgia minimamente invasiva mais avançadas do mundo.
O robô se destaca por ter sido projetado para ampliar o acesso a procedimentos robóticos em diferentes especialidades médicas.
“Agora, passamos para uma nova etapa, uma etapa de ecossistema digital com mais escala, mais qualidade, treinamento, capacitação e maior entrega”, declarou Gualter Ramalho.
“Seguimos em evolução. A cirurgia e a telecirurgia robóticas não são mais um fato a ser comprovado na sua segurança, na sua excelência, na sua qualidade essencial, mas uma consolidação de um ecossistema de cirurgia digital”, disse.
Para os pacientes, as cirurgias com robô podem representar menos dor no pós-operatório, redução no risco de sangramentos, cicatrizes menores, menor tempo de internação e retorno mais rápido às atividades rotineiras.
Em um contexto mais amplo, a tecnologia é vista como uma forma de democratizar o acesso à saúde de qualidade para pessoas que vivem em locais distantes e sem assistência médica.
Para os cirurgiões, entre os benefícios estão a maior precisão e controle dos movimentos, visão tridimensional ampliada do campo cirúrgico e instrumentos com maior mobilidade.
Outro ganho é ergonômico. Em vez de permanecer longos períodos em pé e em posições desconfortáveis, o cirurgião pode operar sentado em um console, com menor esforço físico e redução da fadiga.