

O secretário de Meio Ambiente de João Pessoa, Welison Silveira, afirmou nesta sexta-feira (30), durante entrevista ao programa Arapuan Verdade, da Rádio Arapuan FM, que aceitaria assumir a presidência da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), caso fosse convidado por um futuro governo estadual.
A declaração foi dada ao comentar a possibilidade de mudanças no comando da estatal após as eleições de 2026. Segundo o secretário, a decisão caberá ao futuro governador, mas ele disse estar disposto a assumir a função.
“Nós teremos um novo governador na Paraíba, que com certeza não irá mantê-lo nessa função. Se o ex-prefeito Cícero e futuro governador vai me chamar para ocupar a cadeira dele, só cabe a ele, e até aceito”, declarou.
Durante entrevista o secretário criticou a condução da estatal e afirmou que a atual gestão não conseguiu solucionar problemas históricos do saneamento básico, mesmo contando com recursos e estrutura disponíveis.
Segundo ele, João Pessoa enfrenta um modelo de coleta e tratamento de esgoto considerado ultrapassado, incompatível com o porte da capital.
“Se o presidente não teve capacidade técnica ou operacional de resolver com toda a estrutura que o Governo do Estado tem hoje, é inadmissível uma cidade como João Pessoa ter apenas duas estações de tratamento de esgoto”, afirmou.
Welison Silveira também afirmou que o sistema de esgotamento sanitário da capital foi projetado ainda na década de 1960 e que o modelo adotado faz com que o esgoto percorra mais de mil quilômetros até chegar às estações de tratamento.
De acordo com o secretário, esse formato reduz a eficiência do sistema e demonstra a necessidade de novos investimentos e da ampliação da infraestrutura.
O gestor ainda minimizou a importância de obras apontadas pela Cagepa como avanços recentes, como a Estação Elevatória Maria Rosa, e defendeu uma reavaliação da política de saneamento adotada no estado.
Durante a entrevista, Welison Silveira também criticou o modelo de parceria firmado para a operação dos serviços de saneamento, afirmando que não é contrário à participação da iniciativa privada, mas questionou a forma como o processo foi conduzido.
Segundo ele, houve falhas no acompanhamento da gestão e na distribuição das responsabilidades, o que, em sua avaliação, exige revisão por parte do poder público.