
A Prefeitura de João Pessoa reforça a importância da vacinação contra o sarampo, doença infecciosa altamente contagiosa. Embora a capital e a Paraíba não registrem casos confirmados desde 2019, a circulação do vírus em outros países das Américas aumenta o risco de reintrodução da doença.
A principal estratégia de prevenção é manter a caderneta de vacinação atualizada, especialmente entre crianças, adolescentes e adultos que precisam completar o esquema vacinal. As doses são oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo Fernando Virgolino, chefe da Seção de Imunização da Prefeitura de João Pessoa, uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 18 pessoas suscetíveis em ambientes sem proteção adequada.
A transmissão ocorre pelo ar, principalmente quando uma pessoa infectada respira, tosse ou espirra. Além disso, o vírus pode permanecer no ambiente por até duas horas após a saída da pessoa infectada, o que aumenta o risco em locais fechados e com grande circulação de pessoas.
Os sintomas mais comuns são:
Embora muitos pacientes se recuperem, a doença pode provocar complicações graves, como pneumonia, encefalite, infecções de ouvido, diarreia intensa e comprometimento da visão.
Crianças pequenas, pessoas desnutridas e indivíduos com o sistema imunológico comprometido apresentam maior risco de desenvolver formas graves.
Não existe tratamento antiviral específico recomendado rotineiramente para eliminar o vírus. A assistência médica é direcionada ao alívio dos sintomas, ao suporte clínico e ao tratamento das complicações. Por isso, a vacinação continua sendo a principal forma de prevenir a doença, reduzir hospitalizações e evitar mortes.
Os dados da capital mostram crescimento na aplicação da primeira dose da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.
Entre as crianças de um ano, a cobertura vacinal passou de 69,69% em 2024 para 76,64% em 2025, chegando a 84,61% em 2026.
Apesar do avanço, o índice permanece abaixo da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde. A situação também exige atenção à segunda dose, pois parte das crianças ainda não completou o esquema recomendado para a faixa etária.
A vacina tríplice viral integra o Calendário Nacional de Vacinação e está disponível gratuitamente na rede pública.
Para as crianças, a primeira dose é recomendada aos 12 meses. A segunda, aos 15 meses, é administrada por meio da vacina tetraviral.
Adolescentes e adultos também devem verificar se estão com o esquema vacinal completo. De acordo com Fernando Virgolino, quem não tem registro das duas doses recomendadas deve procurar uma unidade de saúde.
Os trabalhadores da saúde, independentemente da idade, precisam comprovar duas doses para serem considerados imunizados.
A vacinação está disponível nos seguintes locais:
Unidades de Saúde da Família (USFs)
Policlínicas municipais
Centro Municipal de Imunização, no bairro Torre
Home Center Ferreira Costa, na BR-230, bairro Aeroclube
Shopping Sul, nos Bancários
Shopping Tambiá, no bairro Tambiá
Novo Atacarejo, unidade Valentina Figueiredo
Quiosque na orla de Cabo Branco
Nos pontos de vacinação, a oferta de imunizantes pode variar conforme a unidade. Entre as vacinas mencionadas pela Prefeitura estão as de dengue, Covid-19, HPV, vírus sincicial respiratório (VSR) e influenza, conforme os públicos indicados para cada imunizante.
A vacina contra dengue é destinada a adolescentes de 10 a 14 anos. A de Covid-19 contempla crianças menores de 5 anos e grupos prioritários. A atualização contra HPV é voltada ao público de 9 a 19 anos. A vacina contra VSR tipos A e B é exclusiva para gestantes. A vacina contra influenza é oferecida para toda a população, conforme a orientação informada pela Prefeitura.
Para receber a vacina, é necessário apresentar:
A caderneta permite que os profissionais verifiquem a situação vacinal e atualizem as doses necessárias.
Mais informações sobre as vacinas recomendadas para cada faixa etária estão disponíveis no Calendário Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde.