
Um relatório médico encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta semana informa que o ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou uma intensa crise de soluços, com duração aproximada de 36 horas consecutivas, e precisou de reforço na medicação para controlar o quadro. O documento integra os argumentos apresentados pela defesa para justificar a manutenção da prisão domiciliar.
Segundo a equipe médica, foi necessário administrar doses extras de medicamentos para interromper a crise. Após o ajuste na dosagem, o paciente apresentou melhora clínica, com “resposta satisfatória”, conforme consta no relatório.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e seis meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes. Inicialmente, ele foi encaminhado à Penitenciária Federal de Brasília, na Fazenda Papuda, mas posteriormente obteve autorização para cumprir a pena em prisão domiciliar em razão de problemas de saúde, entre eles cirurgias intestinais.
No relatório enviado ao STF, os médicos informam que o ex-presidente vinha apresentando estabilidade nas últimas semanas, mas sofreu uma nova intercorrência.
“O paciente vinha apresentando estabilidade nas últimas semanas, porém há três dias apresentou recorrência com forte e prolongado episódio de soluço (singulto), de forma contínua, com duração aproximada de 36 horas consecutivas”, destaca um trecho do documento.
Além da crise de soluços, a equipe médica registrou que Bolsonaro relatou episódios de tontura e perda de equilíbrio. O documento também aponta que o ex-presidente apresenta sonolência, considerada efeito colateral da medicação utilizada no tratamento.
De acordo com o relatório, Jair Bolsonaro segue em acompanhamento médico e mantém uma rotina de tratamento que inclui dieta restrita, fisioterapia e exercícios físicos, além do uso contínuo de medicamentos para controle do quadro clínico.
A documentação médica foi anexada ao processo em tramitação no Supremo Tribunal Federal e será considerada na análise das condições de saúde apresentadas pela defesa do ex-presidente.