
A Polícia Civil da Paraíba prendeu, na manhã desta terça-feira (18), o proprietário da empresa de jogos durante uma operação integrada com a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.
O homem é investigado por suspeita de exploração de jogos de azar, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A prisão aconteceu em um hotel localizado no bairro de Manaíra, em João Pessoa.
A operação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão e uma ordem de prisão preventiva. Três buscas ocorreram na capital paraibana e uma em Campina Grande.
Os endereços localizados em João Pessoa ficam nos bairros do Bessa, Aeroclube e Altiplano. O quarto imóvel fica em Campina Grande.
Durante as buscas, os policiais apreenderam computadores, aparelhos celulares e documentos. O material poderá ajudar no avanço das investigações e no esclarecimento da movimentação financeira analisada.
Segundo as investigações, o alvo é apontado como responsável pela exploração de bingos e outras modalidades de jogos de azar.
Ele também é investigado pela possível utilização de mecanismos destinados à lavagem do dinheiro proveniente das atividades consideradas ilícitas.
O material recolhido será analisado pelas autoridades. A investigação também busca esclarecer a possível participação de outras pessoas e empresas no esquema apurado.
O apoio operacional na Paraíba ficou sob a responsabilidade da Diretoria de Operações (DIOP). As ordens foram executadas em conjunto com equipes da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.
Em entrevista, o delegado João Ricardo informou que o pedido chegou por meio da Delegacia-Geral. Ele também citou a participação da Delegacia de Crimes Cibernéticos e de outras unidades da corporação.
Segundo o delegado, o apoio foi prestado porque os fatos possuem relação com investigações em andamento na Paraíba.
No entanto, João Ricardo ressaltou que os detalhes da apuração são de responsabilidade da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. O processo tramita sob sigilo.
Questionado sobre o nome de Cícero Fabiano, o delegado não confirmou oficialmente a identidade do investigado naquele momento.
“Como eu disse, o processo está sob sigilo. Não posso confirmar nada em relação a ele”, afirmou João Ricardo.
O delegado explicou que cada possível crime pode gerar uma investigação própria. Portanto, fatos ocorridos em Mato Grosso do Sul são apurados pelas autoridades daquele estado.
Já eventuais condutas praticadas na Paraíba podem ser investigadas pela polícia paraibana. Conforme João Ricardo, existem outras apurações relacionadas a situações semelhantes no estado.
Ele citou uma operação da Delegacia de Crimes Cibernéticos realizada no mês passado. Também mencionou uma ação da Polícia Civil com o Gaeco, ocorrida há cerca de 20 dias.
João Ricardo destacou que essas declarações não tratavam especificamente do homem preso nesta terça-feira.
O advogado Sheyner Asfóra, responsável pela defesa de Cícero Fabiano, apontado como dono da empresa Paraíba Premiado, informou que ainda não teve acesso ao decreto da prisão preventiva nem ao procedimento investigativo.
Segundo o advogado, o cliente havia acabado de chegar à Cidade da Polícia. A defesa pretende solicitar acesso ao processo para conhecer as acusações e a participação atribuída ao investigado.
“Vamos nos habilitar, pedindo acesso não apenas ao teor do decreto de prisão preventiva, mas também a todo o caderno investigativo”, declarou.
Asfóra disse que ainda não sabia quantas pessoas estavam envolvidas ou se outros investigados também foram alcançados pela prisão preventiva.
No momento da entrevista, o advogado também afirmou desconhecer quais materiais haviam sido recolhidos. Posteriormente, a Polícia Civil confirmou a apreensão de computadores, celulares e documentos.
O advogado declarou que a empresa ligada ao cliente atua na Paraíba e não possui ramificações em Mato Grosso do Sul. Ele também mencionou a FM como uma empresa relacionada a Fabiano.
Conforme a defesa, a Paraíba Premiada é credenciada junto à Lotepe possui as licenças necessárias para explorar loterias no estado.
Asfóra afirmou que a atividade acontece há quase dez anos, com prestação de contas e renovação das autorizações. Segundo ele, não houve problemas anteriores relacionados à regularização.
O advogado também explicou que os bilhetes são divulgados pela televisão, por outros meios de comunicação e pela internet. Dessa forma, pessoas de outros estados podem acessar o serviço.
A defesa informou ainda que existe um procedimento envolvendo Fabiano na Paraíba. Segundo Asfóra, essa apuração permanece em fase inicial e segue em tramitação processual.
Apesar da prisão preventiva, o advogado declarou que a Paraíba Premiada deve continuar funcionando. A defesa aguarda conhecer o conteúdo da investigação para definir a estratégia jurídica.
Após os procedimentos legais, o investigado permaneceu à disposição da Justiça. As apurações continuarão com a análise dos equipamentos e documentos apreendidos.
*Matéria atualizada as 18/08/2026 ás 08h57 para mais informações.