
A Polícia Civil prendeu, nesta terça-feira (15), em João Pessoa, um dos suspeitos de integrar o grupo responsável pelo assalto a uma família no bairro Ponta de Seixas, ocorrido no mês passado. Segundo o delegado responsável pela investigação, o homem foi identificado como um dos beneficiários de transferências via Pix realizadas pelas vítimas durante o crime.
A prisão ocorreu após uma sequência de investigações conduzidas pela Polícia Civil, com medidas judiciais, incluindo quebras de sigilo fiscal e outras representações. De acordo com o delegado, o suspeito recebeu diretamente valores transferidos a partir da conta das vítimas.
Segundo a investigação, o suspeito integra um grupo criminoso organizado, apontado como responsável por uma série de roubos na região.
Em alguns dos crimes investigados, as vítimas teriam sido mantidas como reféns por aproximadamente cinco a seis horas.
O delegado informou que a Polícia Civil vem mapeando o grupo e individualizando a participação de cada integrante. Cerca de 10 pessoas já foram presas por envolvimento com a organização, segundo a investigação.
Ainda conforme o delegado, outros suspeitos já foram identificados e podem ser presos durante o avanço das investigações.
A participação do homem preso nesta terça-feira está relacionada diretamente às transferências realizadas pelas vítimas durante o assalto.
Segundo o delegado, ele estava entre os beneficiários dos valores retirados da residência das vítimas por meio das transferências.
A prisão aconteceu em João Pessoa, no âmbito de uma investigação conduzida pela Delegacia de Roubos e Furtos, vinculada aos crimes que vêm sendo apurados na região.
A Polícia Civil também identificou que o grupo possui integrantes de diferentes estados.
Segundo o delegado, há suspeitos vindos do Acre, incluindo integrantes de uma facção criminosa de repercussão nacional.
A investigação continua para identificar e prender outros integrantes envolvidos nos roubos.
O delegado afirmou que a atuação da Polícia Civil é contínua e que novas prisões podem ocorrer.
Segundo ele, apesar de nem sempre haver informações suficientes no momento dos crimes, o trabalho investigativo, com uso de técnicas específicas, tem permitido identificar e individualizar os suspeitos.
Além do caso do Ponta de Seixas, a Polícia Civil investiga outros roubos atribuídos ao grupo, incluindo ocorrências envolvendo depósitos de gás e residências.