quinta-feira, 3 de setembro de 2026
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PF cita contrato de R$ 50 milhões e cartões para filhos de Moraes
Documentos tornados públicos também registram mensagens atribuídas a Vorcaro antes da prisão ocorrida em novembro de 2025.
2 de setembro de 2026 06:21
Thyago Lúcio - Portal Arapuan Reprodução
Acordo previa honorários jurídicos e possível quitação com aeronaves. Foto: Reproduçã

Um relatório da Polícia Federal, tornado público pelo ministro André Mendonça, aponta um segundo contrato de R$ 50 milhões entre o escritório Barci de Moraes e uma empresa de Daniel Vorcaro.

O documento também reúne registros sobre cartões de crédito com limite de R$ 300 mil cada para dois filhos de Viviane Barci de Moraes e Alexandre de Moraes.

As informações fazem parte da investigação sobre o Banco Master e foram divulgadas após a retirada do sigilo determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal.

Segundo acordo previa pagamento com aeronaves

Além do contrato de aproximadamente R$ 131 milhões já conhecido, a PF identificou um segundo acordo firmado em maio de 2025.

O contrato de R$ 50 milhões envolvia o escritório de Viviane e a Viking Participações, empresa ligada a Vorcaro.

O documento previa a prestação de serviços jurídicos e o pagamento de honorários. Parte do valor poderia ser quitada por meio de cotas de bens de luxo.

Entre os ativos citados estavam um jatinho executivo e um helicóptero. Conforme a reportagem da Band, as aeronaves já seriam usadas habitualmente pelo casal.

Até a publicação das informações, a manifestação do escritório Barci de Moraes não havia abordado especificamente os detalhes desse segundo acordo.

Cartões tinham limite de R$ 300 mil

O relatório também registra que um intermediário ligado ao escritório teria solicitado cartões para dois filhos do casal.

Cada cartão teria limite de R$ 300 mil. Em nota divulgada posteriormente, o escritório confirmou a emissão, mas afirmou que eles nunca foram utilizados.

Segundo a manifestação, os cartões foram oferecidos pelo Banco Master e não tiveram uso por advogados ou outras pessoas do escritório.

Mensagens antecedem prisão de Vorcaro

O material também apresenta mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro e endereçadas a Alexandre de Moraes.

Uma delas foi enviada em 15 de novembro de 2025, dois dias antes da prisão do banqueiro.

“Acha que segunda já tenho que estar fora?”, questionou Vorcaro.

O banqueiro também perguntou sobre um juiz identificado como Ricardo, sobre o conhecimento de Gabriel Galípolo e se algo poderia ser feito.

Contudo, os dados extraídos do celular não permitem conhecer o conteúdo de eventuais respostas. Segundo a PF, foram recuperadas apenas anotações enviadas pelo banqueiro.

Vorcaro foi preso pela Polícia Federal em 17 de novembro de 2025, quando se preparava para embarcar em um jatinho particular no Aeroporto de Guarulhos.

Escritório se manifesta

Sobre o primeiro acordo, o escritório Barci de Moraes afirmou que o setor de compliance consultou Alexandre de Moraes para verificar possíveis impedimentos legais.

A banca declarou que não havia previsão de atuação no STF e que o ministro nunca julgou causas envolvendo o Banco Master. Também afirmou que os serviços foram prestados.

Alexandre de Moraes já havia negado ter recebido mensagens anteriormente divulgadas e classificado essa afirmação como uma alegação mentirosa.

Relatos apontam discussão no STF

Nos bastidores do STF, funcionários relataram uma discussão entre Alexandre de Moraes e André Mendonça nos corredores do STF, nesta terça-feira (1º).

Segundo os relatos, Moraes teria procurado Mendonça para conversar após a divulgação do material. O diálogo teria evoluído para uma discussão em tom elevado.

Assessoria dos ministros confirmaram que integrantes da segurança intervieram durante o episódio.

Resumo da Notícia

  • A PF identificou um segundo acordo de R$ 50 milhões.
  • O negócio envolvia uma empresa ligada a Daniel Vorcaro.
  • O pagamento poderia incluir um jatinho e um helicóptero.
  • Dois cartões tinham limite de R$ 300 mil cada.
  • Mensagens atribuídas ao banqueiro antecederam sua prisão.
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