
A Polícia Civil da Paraíba deflagrou, na manhã desta terça-feira (4), a Operação Lotus, com o objetivo cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra investigados por envolvimento em uma chacina registrada neste ano, em Itabaiana, na Paraíba. A ação ocorreu simultaneamente em diferentes municípios, inclusive em João Pessoa e já resultou em mais de 10 prisões.
Segundo o delegado Roberto Carvalho, da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos e Cargas, a operação foi coordenada pelo Grupo Tático Especial (GTE) de Itabaiana como resposta à chacina que vitimou cinco integrantes de uma organização criminosa.
“A Operação Lotus foi deflagrada pelo GTE de Itabaiana como resposta a uma chacina ocorrida na cidade neste ano. A equipe identificou alguns dos autores e a operação visa prender os envolvidos nesse crime”, explicou o delegado.
De acordo com Roberto Carvalho, os mandados foram cumpridos nas cidades de Itabaiana, São José dos Ramos, São Miguel de Taipu, Campina Grande e João Pessoa. A equipe da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos e Cargas prestou apoio na prisão realizada na Capital.
Ainda conforme o delegado, o homem preso no bairro dos Estados, em João Pessoa e já havia sido detido anteriormente pela Polícia Civil, mas estava foragido.
“Ele já havia sido preso anteriormente pela Polícia Civil da Paraíba. Contudo, estava foragido e foi capturado novamente em razão da participação nessa chacina”, afirmou.
O delegado informou que o suspeito foi surpreendido pelos policiais e não apresentou resistência durante o cumprimento do mandado.
“Ele foi surpreendido pelo horário em que chegamos e não ofereceu resistência.”
Até o momento da entrevista, a Polícia Civil contabilizava mais de dez pessoas presas, embora o balanço oficial ainda estivesse em atualização.
“Até agora são mais de dez pessoas presas. Ainda não temos os números oficiais, mas esse é o levantamento preliminar”, destacou Roberto Carvalho.
Após a prisão, o suspeito conversou rapidamente com a reportagem da TV Arapuan. Questionado sobre a acusação de homicídio, ele negou envolvimento e afirmou que responde por tráfico de drogas.
Ao ser perguntado se já possuía antecedentes criminais, respondeu:
“Primeira vez foi essa.”
Durante a entrevista, o homem também reconheceu que responderá à Justiça.
Após a prisão, o suspeito foi encaminhado para exames no Instituto de Polícia Científica (IPC). Em seguida, permanecerá à disposição da Justiça, passará por audiência de custódia e poderá ser transferido para uma unidade prisional da Capital.