
Novas regras para combater o antijogo e aumentar o tempo de bola rolando entram em vigor, a partir deste fim de semana, no futebol brasileiro. Inicialmente, as mudanças serão aplicadas aos jogos das Séries A e B do Campeonato Brasileiro, da Copa do Brasil masculina e feminina e da Série A1 do Brasileirão Feminino.
As alterações foram apresentadas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) aos clubes das Séries A e B na última segunda-feira (10) e aprovadas pelas equipes. A entidade também apresentou um estudo comparando o tempo de bola rolando nas principais ligas do mundo.
Com 52 minutos e 54 segundos, o Brasileirão da Série A aparece à frente apenas do Campeonato Argentino na comparação apresentada pela CBF.
Entre as mudanças estão limites de tempo para arremessos laterais, tiros de meta e substituições, além da permanência de um minuto fora de campo para jogadores atendidos no gramado. Também será adotado o princípio de que apenas o capitão poderá dialogar com o árbitro em determinadas situações.
Outra alteração envolve a ampliação das possibilidades de intervenção do VAR.
Segundo estimativa apresentada pela CBF, o conjunto de medidas observado na Copa do Mundo pode representar um ganho médio de 5 minutos e 49 segundos de jogo por partida.
“A gente partiu de dados para entender onde estão as principais interrupções e o que podemos fazer para melhorar o jogo. O estudo mostra que existe espaço para recuperar mais de seis minutos de bola rolando por partida, e nosso trabalho é transformar esse diagnóstico em ações concretas. Isso passa pela aplicação das novas regras, pela padronização dos critérios e pela capacitação dos árbitros, mas também depende da participação dos clubes e dos jogadores. O objetivo é ter um jogo mais fluido, com menos interrupções e mais futebol”, afirmou Netto Góes, diretor de Arbitragem da CBF.
A contagem começa assim que o jogador estiver com a bola nas mãos. Se o tempo for ultrapassado, será marcada reversão.
Após o apito do árbitro, começa a contagem de cinco segundos. Caso o goleiro ultrapasse o tempo, será concedido escanteio ao adversário.
O jogador substituído deverá deixar o campo pelo ponto mais próximo, de forma rápida e sem caminhar. Se houver atraso, o substituto terá que aguardar um minuto para entrar em campo.
O atleta que receber atendimento médico dentro do campo deverá sair e permanecer fora por um minuto antes de retornar.
Quando o goleiro receber atendimento, um jogador de linha da equipe ficará fora de campo por um minuto. O atleta será indicado pelo treinador.
Cada equipe terá apenas um interlocutor para dialogar com o árbitro durante a partida.
Tampar intencionalmente a boca durante uma discussão com um adversário será considerado uma conduta passível de expulsão.
O cartão que resultar em expulsão após um segundo amarelo passará a ser uma situação revisável pelo VAR.
A medida foi aprovada para 2027. A decisão sobre um escanteio poderá ser revertida pelo VAR caso possa ser alterada imediatamente e sem provocar atraso no reinício da partida.
As mudanças fazem parte de um conjunto de medidas apresentado pela CBF para reduzir as interrupções durante as partidas e tornar o futebol brasileiro mais fluido.
A proposta prevê mudanças nos procedimentos de cobrança, substituições, atendimentos médicos, comunicação entre jogadores e arbitragem e atuação do VAR, com o objetivo de diminuir o tempo de bola parada durante os jogos.