
O atacante Matheus Cunha minimizou o favoritismo atribuído ao Brasil antes do confronto contra a Noruega, válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (3), em Nova Jersey, o camisa 9 afirmou que elogios de nomes como Erling Haaland e Lionel Scaloni demonstram o respeito conquistado pela Seleção, mas destacou que isso não garante vantagem dentro de campo.
Brasil e Noruega se enfrentam neste domingo (5), às 17h (horário de Brasília), em Nova Jersey, valendo vaga nas quartas de final do Mundial.
O atacante comentou as declarações recentes do técnico da Argentina, Lionel Scaloni, e do astro norueguês Erling Haaland, que apontaram o Brasil como um dos favoritos ao título da Copa do Mundo.
Segundo Matheus Cunha, o reconhecimento vindo de duas referências do futebol mundial é motivo de satisfação, mas não muda a postura da equipe.
“O quão grande é o Haaland no mundo do futebol e ele citar esse respeito pela nossa seleção e nossos jogadores. Ele vai jogar, com certeza, para ganhar de nós, mas é gratificante. E que ele saiba que também temos esse respeito por ele e pela seleção dele. Sobre o Scaloni, a mesma coisa. Ele sempre citou o Brasil como uma seleção de alto nível”, afirmou.
Apesar dos elogios recebidos, Matheus Cunha deixou claro que não considera o Brasil favorito apenas pelas avaliações externas.
Para o atacante, o desempenho dentro das quatro linhas é o que define quem realmente merece avançar na competição.
“Não busco essas informações. Isso não entra em campo. Por mais que você tenha confiança nos companheiros, favoritismo não é nada que ajude durante o jogo.”
O camisa 9 também destacou a evolução da Seleção Brasileira ao longo da Copa do Mundo. Depois de estrear com empate por 1 a 1 diante do Marrocos, o Brasil embalou três vitórias consecutivas: 3 a 0 sobre o Haiti, 3 a 0 diante da Escócia e 2 a 1 contra o Japão.
“Temos seleções que o mundo considera as equipes a serem batidas. Aos poucos estamos demonstrando quem realmente somos. Esse favoritismo precisa ser confirmado em campo, mostrando tudo o que treinamos.”
Com três gols, Matheus Cunha é o vice-artilheiro do Brasil na competição.
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Para a partida das oitavas de final, o técnico Carlo Ancelotti não poderá contar com Lucas Paquetá. O meia sofreu uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda durante a vitória sobre o Japão e está fora da partida.
Na última rodada, Endrick entrou na vaga do camisa 8, mas Danilo Santos, Gabriel Martinelli e Neymar também aparecem como alternativas para a formação da equipe.
Matheus Cunha destacou a importância de Paquetá para o funcionamento da Seleção, mas afirmou confiar nas opções disponíveis.
“Vamos sentir muita falta do Paquetá, principalmente porque estávamos criando um entrosamento muito claro. O Martinelli oferece mais profundidade, enquanto o Danilo dá maior sustentação ao meio-campo.”
Com a ausência de Paquetá, Matheus Cunha explicou que sua função em campo pode sofrer alterações, dependendo da estratégia definida por Carlo Ancelotti.
Segundo o atacante, a versatilidade é uma das suas principais características e pode ajudar a equipe durante a sequência da competição.
“Quando o Paquetá sai e entra o Endrick, passo a jogar mais por trás do atacante do que como referência. Em outros momentos posso atuar como centroavante, meia de criação ou até aberto pelos lados para ajudar na marcação. Fico feliz em desempenhar funções que muitas vezes passam despercebidas, mas que potencializam o rendimento dos meus companheiros.”