terça-feira, 13 de outubro de 2026
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Luiza Brunet reflete sobre indenização do ex
Modelo deve receber R$ 150 mil em danos morais de Lírio Parisotto; valor deve sofrer correção por juros
13 de outubro de 2026 18:00
Redação - Band.com
Foto: Leo Franco/AgNews

A modelo Luiza Brunet desabafou nas redes sociais após a repercussão da vitória na Justiça contra o ex-namorado, Lírio Parisotto, após um episódio de violência doméstica em 2016. Ela deve receber R$ 150 mil em danos morais, que devem ser corrigidos por juros.

No Instagram, Brunet refletiu sobre o julgamento do ex-companheiro e disse que o reconhecimento do dano não significa repará-lo de forma justa. “Depois de tantos anos, finalmente saiu a sentença que condenou meu agressor a me indenizar pelos danos morais que me causou. A Justiça reconheceu a violência que sofri. Mas reconhecer o dano não significa, necessariamente, repará-lo de maneira justa”, disse.

Ela ainda refletiu sobre o valor fixado pela Justiça. Para Brunet, o valor representa pouco perante a agressão. “A indenização foi fixada em R$ 150 mil. Sei que é um valor expressivo para a imensa maioria dos brasileiros. Mas também sei que, diante da realidade financeira de quem me agrediu, representa muito pouco. E é justamente essa reflexão que quero trazer”, pontuou.

Para ela, a condenação não é eficaz. “Qual é a eficácia de uma condenação que praticamente não afeta o patrimônio de quem praticou uma violência tão grave? Não se trata de colocar preço na dor”, disse e completou:

“Nenhum dinheiro apaga uma agressão, devolve a tranquilidade perdida ou repara integralmente as marcas físicas e emocionais deixadas pela violência. Trata-se de compreender que uma indenização precisa ter significado também para quem é condenado”.

Para Brunet, a eficácia da condenação é comprometida por conta do poder aquisitivo de Parisotto. “Quando seu valor é insignificante diante da capacidade econômica do agressor, sua eficácia como instrumento de responsabilização e prevenção fica comprometida”, disse.

A modelo ainda disse que enfrentou muito além do tribunal. “Durante todos esses anos, enfrentei não apenas as consequências das agressões, mas também a exposição, os ataques à minha imagem e o desgaste de uma batalha judicial que parecia não ter fim”, lamentou.

E apesar de tudo o que sofreu, Luiza Brunet diz que transformou a dor em propósito. “Passei a dedicar minha voz, meu trabalho e minha visibilidade à defesa dos direitos das mulheres. Encontrei, na minha própria história, uma razão ainda maior para lutar por tantas outras. Hoje, reconheço nessa sentença mais um passo importante de uma caminhada que exigiu coragem, resistência e perseverança. Mas essa luta ainda não terminou”, disse.

Brunet prometeu seguir “buscando uma reparação que seja proporcional à gravidade da violência” que sofreu e às consequências que ela deixou na vida. “Não apenas por mim, mas por todas as mulheres que precisam acreditar que a Justiça é capaz de oferecer respostas efetivas à violência”, disse.

“Ainda estamos longe de oferecer às mulheres a proteção e a reparação que elas merecem. Precisamos discutir a efetividade das penas aplicadas aos agressores e a necessidade de critérios de indenização que considerem não apenas a gravidade da violência e a extensão dos danos, mas também a realidade econômica de quem os causou”, pontuou.

Brunet termina o texto dizendo que a condenação não pode “ser apenas uma despesa irrelevante na vida de seu agressor”. “Porque uma condenação que pesa profundamente na vida de uma vítima não pode ser apenas uma despesa irrelevante na vida de seu agressor. A violência contra a mulher precisa ter consequências reais. E nenhuma mulher deveria precisar lutar por tantos anos para ser ouvida, respeitada e reparada”, concluiu.

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