
João Azevêdo (PSB) e Marcelo Queiroga (PL) protagonizaram um dos momentos mais tensos do debate da TV Arapuan, nesta segunda-feira (31), com críticas e acusações sobre a saúde pública na Paraíba e a atuação política de cada candidato.
O confronto começou quando João questionou Queiroga sobre propostas para ampliar o atendimento especializado e reduzir a necessidade de pacientes paraibanos serem encaminhados aos grandes centros.
Em resposta, Marcelo Queiroga desviou o foco da pergunta para a atuação dos candidatos no Senado.
“Eu estava assistindo ao debate e discute tudo, menos a atuação de um parlamentar no Senado Federal”, afirmou.
Na sequência, João Azevêdo apresentou ações realizadas durante sua gestão e destacou investimentos na estrutura de saúde da Paraíba.
“Saímos do governo deixando 10 centros de hemodiálise. O SUS na Paraíba funciona. Temos duas aeronaves para transporte, realizamos transplantes e acabamos com a fila de transplantes de coração”, declarou.
João também afirmou que a legislação necessária para o setor já existe e defendeu a necessidade de gestores preparados.
“A legislação já existe. Precisa ter gestores competentes. Criamos a PB Saúde, que faz a gestão em vários hospitais”, afirmou.
Marcelo Queiroga afirmou que, caso seja eleito senador, pretende apresentar uma proposta relacionada à legislação penal.
“Como senador da República, apresentarei um projeto de lei para modificar o Código Penal”, declarou.
A resposta, porém, não encerrou o confronto entre os candidatos.

João Azevêdo passou a questionar diretamente a atuação de Marcelo Queiroga quando esteve à frente do Ministério da Saúde.
“O senhor foi ministro da Saúde e, em seu período, trouxe 30 ambulâncias. Neste período de agora, foram 60”, afirmou.
João também acusou o ex-ministro de ter fechado uma unidade de terapia intensiva durante sua passagem pelo governo federal.
“O senhor foi ministro da Saúde e fechou UTI. Eu acho que o senhor teve uma grande oportunidade de fazer pela Paraíba e não fez”, declarou.

Marcelo Queiroga reagiu e questionou João sobre a efetividade de discursos relacionados à criação de leis para combater a corrupção.
“O senhor acha que apenas discursos são suficientes para fazer uma legislação para punir corruptos?”, perguntou.
João voltou a cobrar do adversário resultados durante o período em que ocupou o Ministério da Saúde.
“Candidato, o senhor teve a oportunidade de fazer pela Paraíba e não fez quando foi ministro da Saúde”, rebateu.
O embate terminou com os dois candidatos mantendo posições distintas sobre a gestão da saúde pública, atuação no governo federal e propostas para o Senado.