
Um homem de aproximadamente 50 anos morreu após mergulhar na Lagoa do Parque Solon de Lucena, no Centro de João Pessoa, na noite desta quarta-feira (19).
O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 19h. Após buscas subaquáticas, os militares localizaram e retiraram a vítima, mas ela já estava sem vida.
Até a última atualização desta matéria, a identidade do homem não havia sido oficialmente divulgada. Nenhuma pessoa presente no parque afirmou conhecer a vítima.
Segundo relatos colhidos pelos bombeiros, o homem estava agitado antes de entrar na lagoa.
Testemunhas disseram que ele entrou sem autorização nos brinquedos do parque e atravessou a rua de maneira desordenada.
Em determinado momento, o homem correu em direção à lagoa e mergulhou. Como ele não retornou à superfície, as pessoas acionaram o Corpo de Bombeiros.
Segundo o major Jefferson, seis viaturas e 24 integrantes do Corpo de Bombeiros participaram da operação.
A água escura e contaminada dificultou a visibilidade durante as buscas. Por isso, os mergulhadores utilizaram roupas e equipamentos apropriados.
A expectativa inicial era encontrar o homem com vida. Entretanto, após a localização e a retirada do corpo, os militares constataram a morte. A ocorrência foi registrada durante a noite.
O Parque Solon de Lucena é um dos espaços mais centrais e movimentados de João Pessoa. O local costuma receber famílias, amigos e eventos públicos.
Recentemente, o parque também recebeu atividades da tradicional Festa das Neves, que reuniu moradores e visitantes da capital.
Após a divulgação do caso nas redes sociais, moradores relembraram o naufrágio ocorrido na mesma lagoa em 24 de agosto de 1975.
Na ocasião, uma embarcação utilizada para passeios durante as comemorações do Dia do Soldado afundou. Ao todo, 35 pessoas morreram.
A nova ocorrência aconteceu cinco dias antes do aniversário da tragédia, que está próxima de completar 51 anos. Os episódios são distintos, mas a proximidade das datas chamou atenção.
O naufrágio de 1975 permanece como um dos acontecimentos mais trágicos da história de João Pessoa. O episódio histórico é preservado pela Justiça Federal da Paraíba.