quarta-feira, 7 de outubro de 2026
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Governo Lula soube de ameaça antes de suspensão da Embaixada dos EUA
Polícia Federal foi comunicada sobre ameaça à representação americana em Brasília; serviços consulares estão suspensos por questões de segurança e ainda não há previsão de retomada
2 de outubro de 2026 17:53
Redação - Redação
EUA negam hipótese de ação militar após sanções contra facções brasileiras. Foto: Divulgação/Embaixada dos EUA

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu antecipadamente informações sobre a decisão dos Estados Unidos de suspender os serviços consulares na Embaixada em Brasília e nos consulados americanos no Brasil. A medida começou a valer nesta sexta-feira (2), sob a justificativa de “questões de segurança”. O governo norte-americano não detalhou a natureza da ameaça nem informou quando os atendimentos serão retomados.

Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, a Embaixada dos Estados Unidos teria procurado a Polícia Federal (PF) antes do anúncio público da suspensão. A corporação comunicou o episódio ao Palácio do Planalto e ao Itamaraty e abriu uma investigação sobre o caso.

Horas antes da suspensão dos serviços, funcionários da Embaixada dos EUA em Brasília foram orientados a trabalhar de casa após a representação receber uma ameaça. O teor da ameaça não foi divulgado.

Governo acompanha investigação

Auxiliares do presidente Lula afirmam que o governo brasileiro evita divulgar detalhes sobre o caso enquanto as autoridades investigam as circunstâncias da ameaça. A orientação, segundo as informações divulgadas, é apurar o episódio independentemente de a ameaça se confirmar ou não.

A preocupação das autoridades brasileiras está concentrada na proteção das instalações diplomáticas e na segurança da população, enquanto os órgãos responsáveis buscam esclarecer o caso.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos informou que o governo trabalha em cooperação com as autoridades brasileiras para tratar das questões de segurança.

Suspensão afeta serviços consulares

A decisão dos Estados Unidos interrompeu os atendimentos presenciais na Embaixada em Brasília e nos consulados de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre. A medida também afeta serviços como entrevistas e emissão de vistos.

Cidadãos americanos que precisarem de assistência emergencial foram orientados a não comparecer às instalações diplomáticas durante a suspensão e a entrar em contato com o oficial de plantão responsável.

Até o momento, não há previsão para a retomada dos serviços consulares. Segundo as informações divulgadas, o retorno dependerá da avaliação das condições de segurança.

Medida ocorre antes do primeiro turno

A suspensão acontece dois dias antes do primeiro turno das eleições brasileiras, marcado para domingo (4). O contexto eleitoral também passou a integrar a repercussão do episódio, mas as autoridades brasileiras afirmam que o foco da investigação é esclarecer a ameaça relatada pela representação diplomática.

A Agência Brasil confirmou que os Estados Unidos suspenderam os serviços consulares por questões de segurança, sem detalhar quais seriam as possíveis ameaças. A Austrália também suspendeu atividades de sua representação diplomática no Brasil nesta sexta-feira e citou preocupações de segurança.

Até a publicação desta matéria, as autoridades não haviam divulgado publicamente a origem, a natureza ou os responsáveis pela ameaça.

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