
O governo federal editou uma Medida Provisória que cria o Plano Brasil Soberano III, disponibilizando R$ 18,5 bilhões para apoiar exportadores e setores produtivos afetados pelas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos ao Brasil e por conflitos internacionais. A iniciativa busca fortalecer a competitividade das empresas brasileiras e ampliar o acesso ao crédito.
O programa destina recursos para empresas atingidas pelas tarifas das Seções 232 e 301 do Trade Expansion Act dos Estados Unidos. Além disso, contempla exportadores que mantêm operações com países do Golfo Pérsico.
Os recursos serão formados por R$ 13,5 bilhões provenientes do Tesouro Nacional, oriundos de saldos remanescentes das edições anteriores do programa e de renegociações de dívidas rurais. Outros R$ 5 bilhões serão disponibilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A Medida Provisória divide o financiamento em três grupos, de acordo com o perfil dos setores beneficiados.
Atende empresas afetadas diretamente pelas tarifas norte-americanas das Seções 232 e 301.
Seção 232:
Seção 301:
Contempla setores considerados estratégicos para a indústria brasileira:
Voltado aos exportadores com operações para países do Golfo Pérsico, incluindo:
O programa oferece diferentes custos financeiros conforme a modalidade de crédito:
Os grupos 1 e 3 poderão acessar todas as modalidades de crédito previstas. Já o grupo 2 terá atendimento concentrado nas linhas de investimento e bens de capital (BK).
A primeira edição do Plano Brasil Soberano, lançada em 2025, movimentou R$ 16 bilhões em 1.114 operações de crédito. Do total, 72% dos contratos atenderam micro, pequenas e médias empresas (MPME), enquanto 77% dos recursos, equivalentes a R$ 12,2 bilhões, foram destinados à Indústria de Transformação.
Em 2026, a segunda fase do programa disponibilizou R$ 21 bilhões. Até o momento, foram contratados R$ 19,5 bilhões, distribuídos entre: