
O levantamento da Genial/Quaest, divulgado nesta quarta-feira (15), mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera as intenções de voto no primeiro turno das eleições, com 40%, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 28%.
Na sequência, aparece o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com 4% das intenções de voto, seguido por Renan Santos, com 3% e Romeu Zema, com 2%. Os que estão indecisos representam 11%, enquanto os que vão votar em branco, nulo ou que não vão votar, 8%.
Veja o cenário de intenções de voto em 1º turno:
No levantamento divulgado pela Quaest em junho, Lula tinha 39% das intenções de voto, e Flávio Bolsonaro, 29%. Renan Santos e Ronaldo Caiado tinham 3%. Na época, o nome de Aécio Neves (PSDB) foi incluído na pesquisa, mas nesta não consta devido sua desistência à corrida presidencial.
O levantamento da Genial/Quaest também simulou quatro cenários de segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro, Renan Santos e Ronaldo Caiado.
No cenário entre Lula e Flávio Bolsonaro, o petista aparece com 45% das intenções de voto, enquanto o senador tem 37%.
Cenário 1
Cenário 2
Cenário 3
Cenário 4
O levantamento da Genial/Quaest mostra que a aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu para 48%, superando a desaprovação, que soma 47%.
Conforme o levantamento, essa é a primeira vez que a aprovação supera a desaprovação, mas os números mostram um empate técnico dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais (p.p), para mais ou para menos.
No histórico do levantamento, em julho de 2025 a diferença entre os índices de desaprovação e aprovação era de dez pontos. Esse percentual foi caindo durante o ano, mas a aprovação não superou a desaprovação. Já em maio deste ano, a diferença caiu para três pontos, em junho era de apenas um ponto.
O diretor da Quaest, Felipe Nunes, também destaca que Lula tem saldo positivo de aprovação positivo pela primeira vez desde dezembro de 2024.
O levantamento também questionou os entrevistados sobre a avaliação do governo do presidente Lula. Veja os números:
O levantamento Genial/Quaest mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL) é o candidato à Presidência com maior porcentagem de rejeição da população, com 57%. Na pesquisa anterior, em junho, era de 56%, oscilando dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais.
Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os que conhecem e que não votariam no petista representam 50%, recuando três pontos percentuais em comparação com o levantamento anterior.
Os ex-governadores de Goiás e Minas Gerais, Ronaldo Caiado e Romeu Zema, aparecem em seguida no ranking do levantamento. Conforme a Quaest, os políticos são rejeitados por 34% e 31% da população, respectivamente.
Na sequência, Cabo Daciolo (Mobiliza) aparece com 27% de rejeição, seguido pelo ex-ministro do STF Joaquim Barbosa (DC), com 18%; Renan Santos (Missão) registrou 17%, já o escritor Augusto Cury (Avante) marcou 16%.
Além disso, o cenário mostra Samara Martins (UP) com 11% de rejeição, Edmilson Costa (PCB) e Heró Bezerra (PRTB), que registraram 10; e Hertz Dias (PSTU) tem 8%.
A pesquisa Quaest aponta que 34% dos brasileiros acreditam que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro quer ser candidata à Presidência no lugar do enteado dela, o senador Flávio Bolsonaro. O levantamento vem na esteira do vídeo divulgado pela esposa de Bolsonaro, em que ela afirma ter sido desrespeitada pelo pré-candidato, e critica a postura do enteado em diversas decisões do PL para o pleito deste ano.
O estudo aponta ainda que, para 16% dos entrevistados, o vídeo de fato pretendia responder a ataques e desrespeitos, enquanto 25% acreditam que o objetivo era se opor a alianças políticas com as quais ela não concorda. Apesar das diferentes possibilidades de motivação, 42% dos entrevistados acreditam que Michelle está certa, enquanto 18% defendem a razão de Flávio.
O desenrolar das investigações envolvendo o caso Master traz repercussões diretas para o governo federal. A avaliação do presidente Lula sofreu alterações na última pesquisa Quaest, que monitora como o desgaste político de aliados pode afetar a popularidade do chefe do Executivo.
Para 37% dos entrevistados, a investigação contra o ex-líder do governo Lula no Senado impacta muito negativamente, enquanto 25% avaliam como negativo, mas só um pouco. Conforme o levantamento, 22% acreditam que não há impacto negativo na campanha do presidente. Os que não sabem ou não responderam representam 16%.
A maioria dos brasileiros apoia a alteração na jornada de trabalho, segundo dados da Quaest. Enquanto 69% da população defendem a mudança na escala 6×1, apenas 22% se posicionam contra, revelando um forte anseio popular por reformas que impactem a qualidade de vida. Outros 4% não possuem opinião formada e 5% não souberam, ou não quiseram, responder.
Questionados sobre como aproveitariam uma eventual redução da jornada de trabalho, 53% disseram que pretendem descansar e passar mais tempo com familiares. Outros 13% afirmaram que buscariam outra fonte de renda no tempo livre e 12% declararam que usariam o tempo para estudos.
O levantamento Genial/Quaest, registrado sob o número BR-07181/2026, ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais (p.p), para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.