quarta-feira, 23 de setembro de 2026
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Falta de biometria impede o voto? Entenda as regras
Eleitor precisa estar regular no Cadastro Eleitoral para participar da votação nos dois turnos de 2026.
23 de setembro de 2026 10:25
Thyago Lúcio - Portal Arapuan Reprodução
Identificação biométrica é utilizada nas urnas para eleitores com cadastro digital.. Foto: Wilson Dias/ABR

A biometria não é obrigatória para votar nas Eleições 2026, desde que o eleitor esteja com a situação regular no Cadastro Eleitoral. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a ausência da biometria cadastrada, por si só, não impede o exercício do voto.

Atualmente, cerca de 10,99% do eleitorado brasileiro ainda não possui biometria cadastrada. Para participar do primeiro e do segundo turno das Eleições 2026, marcados para 4 e 25 de outubro, respectivamente, o principal requisito é estar com a situação eleitoral regular.

A biometria é obrigatória para o alistamento eleitoral em todos os municípios brasileiros, com exceção das pessoas que se cadastram no exterior. A exigência, porém, está relacionada à etapa de inscrição no cadastro e não constitui uma condição para votar.

Segundo Sandra Damiani, assessora-chefe de Gestão Eleitoral (AGEL) do TSE, é a regularidade da inscrição que garante o direito ao voto.

Como funciona a identificação na urna?

Todas as seções eleitorais do país contam com leitores biométricos integrados às urnas eletrônicas.

Para quem possui a biometria cadastrada, a identificação ocorre antes da liberação do voto, por meio da conferência da impressão digital.

O uso da biometria acrescenta uma camada de segurança ao processo eleitoral, ajudando a confirmar a identidade da pessoa habilitada a votar e reduzindo riscos de fraudes.

E se a digital não for reconhecida?

Caso a impressão digital não seja identificada, a urna realiza até quatro tentativas de validação biométrica.

Se nenhuma delas funcionar, o sistema adota um procedimento alternativo para permitir a votação.

“Se a pessoa tiver digital coletada mas a urna não reconhecer, ela vai tentar quatro vezes e, depois disso, perguntará qual o ano de nascimento do eleitor”, detalha Sandra Damiani.

Já para quem não possui biometria cadastrada, também existe uma forma alternativa de identificação.

“Se a pessoa não tiver digital cadastrada, mas estiver regular na urna, a urna vai pedir que o eleitor informe o ano de nascimento”, acrescenta a assessora.

Como funciona no exterior?

Nas seções eleitorais instaladas fora do Brasil, a identificação biométrica não é utilizada durante a votação.

De acordo com a AGEL, as urnas utilizadas no exterior não solicitam a impressão digital do eleitor. Mesmo assim, é necessário estar regularmente inscrito e apto no Cadastro Eleitoral para votar.

O que é a biometria eleitoral?

A biometria eleitoral reúne dados físicos utilizados para identificar cada eleitor de maneira única. Na Justiça Eleitoral, o procedimento inclui a coleta de impressões digitais, fotografia e assinatura.

Essas informações ficam armazenadas no Cadastro Eleitoral e podem ser utilizadas tanto durante o atendimento da Justiça Eleitoral quanto no momento da votação.

Além de reforçar a segurança do processo eleitoral, a biometria contribui para a identificação de possíveis duplicidades cadastrais, padroniza o atendimento e agiliza diferentes procedimentos eleitorais.

Os dados biométricos coletados pela Justiça Eleitoral também integram a base da Identificação Civil Nacional (ICN), programa que busca unificar e fortalecer a identificação dos cidadãos nas relações com o Estado.

Resumo da Notícia

  • Biometria não é obrigatória para votar, desde que o eleitor esteja regular.
  • Cerca de 10,99% do eleitorado ainda não possui biometria cadastrada.
  • A identificação biométrica é utilizada nas urnas para quem possui o cadastro.
  • Se a digital não for reconhecida, o eleitor pode informar o ano de nascimento.
  • No exterior, a votação não utiliza identificação por impressão digital.
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