sábado, 7 de novembro de 2026
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Ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña é preso após impeachment
A ordem de prisão também se estende ao ex-presidente do Banco Central paraguaio, Carlos Carvallo Spalding.
7 de novembro de 2026 09:22
Band.com.br Reprodução
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Após o processo de impeachment e da prisão de Peña, Pedro Alliana, seu vice, tomou posse. Foto: Reprodução

Pouco depois do Senado do Paraguai aprovar, por unanimidade, o impeachment contra Santiago Peña, o agora ex-presidente do Paraguai teve a sua prisão decretada pelo Ministério Público do país, na noite desta sexta-feira (6). A polícia já foi até a residência de Peña, na capital Assunção, onde o político cumprirá prisão domiciliar. Ele é acusado de omissão e conivência no caso da quebra do Banco Ueno.

A ordem de prisão também se estende ao ex-presidente do Banco Central paraguaio, Carlos Carvallo Spalding.

Peña, que havia renunciado ao cargo na quinta-feira (5), tentou o envio de um segundo pedido de renúncia, rejeitado pelo plenário, que depois votou por sua destituição do cargo. Ele tentava não ser retirado do cargo para tentar manter o foro privilegiado, já que a legislação paraguaia prevê que ex-presidentes do país tenham cargos vitalícios como senador.

Após o processo de impeachment e da prisão de Peña, Pedro Alliana, seu vice, tomou posse como o 52º presidente da história do Paraguai.

A decisão ocorre em meio à crise provocada pela intervenção do Banco Central no Ueno Bank, por grave insuficiência de capital. A medida congelou contas de cerca de 3 milhões de clientes e revelou um rombo estimado em mais de R$ 4 bilhões. O escândalo ganhou o apelido de “Master Paraguaio” e gerou forte pressão social e protestos pelo país

Diante do desgaste, Peña tinha apresentado sua renúncia ao cargo, alegando defender a estabilidade do país e a tranquilidade dos correntistas. Em vídeo, afirmou que “nenhum cargo pode estar acima do bem-estar do Paraguai” e pediu desculpas ao povo caso tenha “falhado” com a confiança dos eleitores.

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