
A Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, em João Pessoa, inaugura no próximo 15 de agosto, às 16h, a exposição “Nadja Anjos: O Espaço em Movimento”. A mostra presta uma homenagem póstuma à artista paraibana Nadja Maria Lins Fernandes dos Anjos (1946–2025) e reúne um recorte representativo de sua trajetória nas artes visuais. A entrada é gratuita, e a exposição ficará em cartaz no 2º andar da Torre.
Com curadoria de Cristina Strapação e Rogéria Gaudêncio, a exposição destaca obras que evidenciam a pesquisa artística desenvolvida por Nadja ao longo da carreira, marcada pelo estudo da forma, da cor e das relações espaciais. O público poderá conhecer trabalhos que transitam entre a figuração e a abstração, revelando a identidade visual construída pela artista.

Natural de João Pessoa, Nadja Anjos formou-se em Direito pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), mas dedicou grande parte de sua vida às artes. Também estudou música e artes plásticas, desenvolvendo uma produção consistente, principalmente em pinturas em acrílico sobre tela.
Integrante da Associação de Artistas Plásticos da Paraíba (Associart-PB), teve no artista russo Wassily Kandinsky uma de suas principais referências estéticas.
A exposição apresenta pinturas em que flores, barcos, instrumentos musicais e naturezas-mortas deixam de ser apenas temas e passam a compor estruturas visuais que exploram ritmo, movimento e profundidade.
As telas dialogam com movimentos como o Cubismo, o Expressionismo e a abstração lírica, mas preservam uma linguagem própria. O uso predominante de curvas, planos transparentes e cores expressivas caracteriza a identidade artística de Nadja Anjos.
Segundo a proposta curatorial, as obras convidam o visitante a observar cada composição com calma, permitindo novas interpretações a cada olhar.

Além das pinturas, a mostra apresenta aspectos do processo criativo de Nadja Anjos, marcado pela observação do cotidiano, pela experimentação constante e pelo rigor técnico.
A artista costumava revisar e reconstruir suas composições diversas vezes até alcançar o resultado desejado. Para ela, cada obra representava um espaço de investigação, onde emoção, memória e construção estética se encontravam.
Mais do que retratar paisagens, objetos ou naturezas-mortas, Nadja buscava representar as relações invisíveis entre esses elementos, criando pinturas que transitam entre o real e o imaginário.
