domingo, 12 de julho de 2026
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Especialistas alertam para sinais do câncer de boca
Hábitos saudáveis e avaliação odontológica ajudam na detecção precoce e reduzem os riscos de complicações da doença.
11 de julho de 2026 09:05
Thyago Lúcio - Portal Arapuan drobotdean/Magnific
Autoavaliação periódica pode identificar alterações e favorecer tratamento precoce. Foto: drobotdean/Magnific

Especialistas alertam que diagnóstico precoce aumenta as chances de cura e recomendam atenção a feridas que não cicatrizam em até 15 dias

O câncer de boca é o quinto tipo de tumor mais frequente entre os homens brasileiros e responde por quase metade dos cerca de 40 mil casos anuais de câncer de cabeça e pescoço registrados no país. Apesar da alta incidência, a doença ainda é pouco discutida e, na maioria das vezes, é diagnosticada em estágios avançados.

Especialistas destacam que a identificação precoce aumenta significativamente as chances de sucesso no tratamento e pode evitar procedimentos mais agressivos. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa é de 17.190 novos casos de câncer de boca por ano no Brasil durante o triênio 2023-2025/2026-2028.

Os dados também mostram que a doença provoca, em média, 7.156 mortes anuais, sendo 5.430 entre homens e 1.726 entre mulheres.

Feridas que não cicatrizam são sinal de alerta

De acordo com o especialista Dr. Roberto Figueiredo (Dr. Bactéria) e o cirurgião-dentista Ronaldo Dias, o câncer de boca costuma ser silencioso no início e, diferentemente de uma afta, geralmente não provoca dor.

Por isso, qualquer alteração que permaneça por mais de 15 dias deve ser avaliada por um cirurgião-dentista.

Principais sintomas

Os especialistas orientam atenção para sinais como:

  • Feridas que não cicatrizam;
  • Manchas brancas, vermelhas ou escuras na boca;
  • Lesões persistentes e indolores;
  • Dormência na região da boca;
  • Mau hálito persistente;
  • Perda de peso sem causa aparente, principalmente em casos mais avançados.

Quais são os fatores de risco?

O tabagismo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas continuam entre os principais fatores associados ao desenvolvimento da doença.

Especialistas também alertam para os riscos relacionados ao uso de cigarros eletrônicos (vapes) e narguilé, que podem causar danos semelhantes ou até superiores aos do cigarro convencional.

Outros fatores de risco incluem:

  • Exposição ao sol sem proteção nos lábios;
  • Dentes quebrados ou próteses mal adaptadas que provocam ferimentos constantes;
  • Infecção pelo HPV, principalmente por transmissão durante o sexo oral.

Segundo os especialistas, os casos associados ao HPV têm atingido pessoas cada vez mais jovens. Estudos apontam que pacientes com câncer de orofaringe relacionado ao vírus apresentam índices de sobrevida em cinco anos que podem chegar a 80%.

Como prevenir?

Entre as principais recomendações estão:

  • Evitar o consumo de cigarro, vape e narguilé;
  • Reduzir a ingestão de bebidas alcoólicas;
  • Utilizar protetor solar labial com fator entre 30 e 50;
  • Manter acompanhamento odontológico regular;
  • Corrigir próteses e dentes que provoquem ferimentos constantes;
  • Realizar o autoexame da boca periodicamente.

Campanha incentiva o autoexame

A campanha “O Exame que Salva”, criada pelo cirurgião-dentista Ronaldo Dias em parceria com Dr. Bactéria, incentiva a população a examinar a boca a cada 15 dias, utilizando um espelho para observar possíveis alterações.

Caso seja identificada alguma lesão suspeita, a recomendação é procurar um profissional para avaliação. Se necessário, será realizada uma biópsia, procedimento considerado simples pelos especialistas e fundamental para confirmar ou descartar o diagnóstico.

Segundo o dentista Ronaldo Dias, a realização da biópsia pode evitar tratamentos mais complexos e cirurgias que comprometam estruturas da boca e da face.


Resumo da Notícia

  • Câncer de boca é o quinto tumor mais frequente entre os homens brasileiros.
  • Brasil registra cerca de 17 mil novos casos da doença por ano.
  • Feridas que não cicatrizam em até 15 dias devem ser avaliadas por um dentista.
  • Tabagismo, álcool, vape, HPV e exposição ao sol estão entre os principais fatores de risco.
  • Especialistas recomendam o autoexame e o diagnóstico precoce para aumentar as chances de cura.
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