
Titular da lateral esquerda da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, Douglas Santos afirmou que a experiência da conquista da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, tem servido de inspiração para a campanha do Brasil em busca do hexacampeonato.
Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (3), em Nova Jersey, o jogador do Zenit destacou que o elenco conhece a responsabilidade de disputar uma competição do tamanho da Copa do Mundo e acredita que o grupo ainda pode evoluir durante o torneio.
“Sentimos o peso, ainda mais jogando no Brasil. Sabíamos da responsabilidade e da vontade de todo brasileiro de conquistar a Olimpíada. Não é diferente hoje. Estamos focados. A Copa do Mundo seria um feito inesquecível para todos. Estamos trazendo a vivência daquela Olimpíada, sabendo que temos muito a entregar ainda.”
Douglas Santos integra o seleto grupo de campeões olímpicos que também disputam o Mundial ao lado de Marquinhos e Neymar.
A conquista olímpica marcou o início da trajetória de Douglas Santos na equipe principal. O lateral estreou pela Seleção Brasileira em um amistoso contra o Panamá, em 2016, após ter sido convocado anteriormente sem entrar em campo.
Depois disso, o defensor precisou esperar nove anos para voltar a vestir a camisa da Seleção. O retorno aconteceu em 2025 e foi suficiente para conquistar a confiança do técnico Carlo Ancelotti.
Na Copa do Mundo, Douglas Santos assumiu a titularidade da lateral esquerda, superando a concorrência de Alex Sandro, que disputa o terceiro Mundial da carreira.
Um dos pontos elogiados nas atuações do lateral é a sintonia com Vinícius Júnior pelo lado esquerdo do ataque.
Douglas explicou que o posicionamento depende da leitura das jogadas e do equilíbrio entre apoiar o ataque e recompor a defesa.
“Preciso ter uma boa leitura quando o Vini pega a bola, saber o momento certo de fazer a ultrapassagem e também estar atento caso percamos a posse, para impedir um contra-ataque rápido.”
O jogador também comentou a repercussão sobre seu estilo de jogo, descrito por torcedores como um “feijão com arroz bem temperado”.
“Esse feijão com arroz bem temperado é fazer o simples com excelência. Me preparei muito para voltar à Seleção depois de nove anos e não queria perder essa oportunidade. Estou fazendo tudo o que o mister vem pedindo e vou continuar dando o meu melhor.”
O Brasil enfrenta a Noruega neste domingo (5), às 17h (horário de Brasília), em Nova Jersey, pelas oitavas de final da Copa do Mundo.
Durante a comemoração da classificação norueguesa, o técnico Stale Solbakken chegou a dizer que Carlo Ancelotti poderia “esperar”, porque a Noruega estava “chegando”. Posteriormente, o treinador afirmou que a declaração não tinha intenção de provocar a Seleção Brasileira.
Douglas Santos, porém, admitiu que comentários desse tipo acabam motivando ainda mais o elenco, lembrando do episódio envolvendo o atacante japonês Kento Shiogai, que declarou antes do confronto contra o Brasil que a equipe brasileira “não era como antigamente”.
Segundo o lateral, a melhor resposta continua sendo dentro de campo.
“Vocês viram a vontade e a garra que mostramos, mesmo depois de sofrer o gol. Continuamos focados, jogando com paciência. Graças a Deus, respondemos jogando futebol.”
Brasil e Noruega disputam uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo neste domingo, em Nova Jersey.