
O câncer de próstata é o tipo de câncer mais incidente entre os homens brasileiros, depois do câncer de pele não melanoma. Apesar da frequência, a doença ainda é cercada de dúvidas e receios, o que pode levar muitos homens a adiar a procura por orientação médica. O cuidado, no entanto, deve começar antes mesmo do aparecimento de sintomas: quando identificado em fase inicial, e dependendo das características do tumor, as chances de cura podem chegar a até 95%.
Um dos principais desafios para o diagnóstico precoce é o fato de que a doença pode evoluir sem apresentar sinais nas fases iniciais. Por isso, o acompanhamento médico e a avaliação individualizada são fundamentais para identificar possíveis alterações e ampliar as possibilidades de tratamento.
O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima o surgimento de 77.920 novos casos da doença por ano no Brasil durante o triênio 2026–2028. Na Paraíba, a projeção é de 1.790 novos diagnósticos em 2026.
Para esclarecer dúvidas sobre fatores de risco, diagnóstico precoce e tratamento do câncer de próstata, a apresentadora Linda Carvalho recebeu, no videocast Sem Contraindicação desta semana, o urologista João Alberto Lins e o oncologista clínico Luiz Victor Maia.
Durante a conversa, os especialistas destacaram que identificar o câncer de próstata em estágio inicial faz diferença não apenas nas chances de cura, mas também nas alternativas terapêuticas disponíveis. Dependendo do caso, o diagnóstico na fase inicial possibilita tratamentos menos invasivos e reduz o risco de complicações associadas tanto à evolução da doença quanto às intervenções, como incontinência urinária e disfunção erétil.
Outro benefício é evitar que o tumor avance e atinja outros órgãos. Quando ocorre a disseminação da doença, o tratamento tende a se tornar mais complexo, e o controle do câncer pode apresentar maiores desafios.
A ausência de sintomas nas fases iniciais é um dos motivos pelos quais os homens não devem esperar por alterações para buscar orientação médica. A avaliação dos especialistas é indispensável para investigar cada situação e definir a necessidade de exames.
Entre as principais dúvidas dos homens sobre o diagnóstico, estão o papel do PSA (antígeno prostático específico), exame de sangue utilizado na avaliação da próstata, e a importância do toque retal. Os dois procedimentos fornecem informações diferentes e podem ser complementares na investigação. A indicação deve levar em conta fatores como idade, histórico familiar, condições de saúde e características individuais de cada paciente.
Os médicos João Alberto Lins e Luiz Victor Maia reforçam a necessidade de superar preconceitos e receios que ainda cercam os cuidados com a saúde masculina, especialmente o exame de toque retal.
Produzido pela equipe de Comunicação da Unimed João Pessoa, o videocast Sem Contraindicação é publicado toda quinta-feira no canal do plano de saúde no YouTube, no Spotify e no Portal Unimed JP. Cortes do Sem Contraindicação também são publicados no Instagram.
Com enfoque em saúde, qualidade de vida, bem-estar e avanços na medicina, o videocast já está na quarta temporada e soma até agora 118 episódios. A playlist completa pode ser acessada em um dos canais citados.
Pelo Instagram, pelo YouTube e pelo Portal Unimed JP, é possível interagir com a equipe de produção e enviar sugestões de temas.