
O 4º bloco do debate da Rádio Arapuan foi marcado por críticas ao governo do Estado e pela discussão de diferentes temas, entre eles a saúde pública. Cícero Lucena e Efraim Filho trocaram acusações sobre denúncias envolvendo contratação, recursos humanos e gerenciamento de recursos.
Cícero questionou Efraim sobre as denúncias que, segundo ele, foram recebidas durante o processo eleitoral.
“Eu gostaria de perguntar ao candidato: em função do processo eleitoral, recebemos muitas denúncias. Qual o tipo de denúncia que o candidato tem recebido contra as práticas desse governo em relação à contratação e ao gerenciamento de recursos humanos?”, perguntou.
Efraim afirmou que já havia alertado sobre as denúncias e criticou a gestão estadual.
“Olha, eu já tenho alertado sobre essas denúncias. O desvio do governo é inadmissível. É inadmissível um governo que rouba um prato de comida. O governo está desviando mais de 10 milhões de reais”, declarou.
O candidato também criticou a atuação de Lucas Ribeiro durante o período eleitoral.
“Porém, está lá Lucas, andando e pedindo voto para essas pessoas que estão denunciadas”, afirmou.
Segundo Efraim, as denúncias fazem parte de uma situação que ocorre “dia e noite” durante a campanha.
“Nós temos convivido, dia e noite, com denúncias de um governo que usa [recursos] para fazer caixa e gastar na eleição”, disse.
Efraim também afirmou que Lucas Ribeiro não teria condições de administrar a Paraíba.
Cícero voltou a direcionar críticas a Lucas Ribeiro e citou denúncias envolvendo a área da saúde.
“Lucas Ribeiro, eu gostaria que você estivesse aqui nesta cadeira para me explicar como, em Mogeiro, você cancela um convênio com o hospital municipal. E mais uma denúncia que acabo de receber: o Hospital da Mulher, em João Pessoa”, afirmou.
Efraim também abordou as denúncias e afirmou que uma delas teria sido protocolada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
“Nós temos um governo que está quebrando o Estado e está fugindo dos debates. Nós temos agora uma denúncia que está protocolada no TRE”, declarou.
Segundo Efraim, informações estariam sendo utilizadas para abordar eleitores em suas casas e relacionar serviços de saúde ao voto.
“No meu governo, não vai ter saúde com título de eleitor. Saúde não é para ser usada como bandeira política e, no meu governo, isso vai acabar”, afirmou.
Na sequência, Efraim apresentou uma proposta para reduzir o tempo de espera por exames e consultas e questionou Cícero sobre seu plano para a área.
“Eu tenho um projeto que vai reduzir o tempo de espera por exames e consultas. Qual é o plano de saúde do candidato Cícero Lucena?”, perguntou.
Cícero afirmou conhecer os problemas enfrentados pela saúde no estado e defendeu a descentralização dos serviços.
“Somos conhecedores dos problemas da saúde no nosso estado. Não é possível que você queira fazer política com o sofrimento dos paraibanos”, declarou.
“Nós vamos descentralizar a saúde. Eu não formo filas para transformar atendimento em voto. Quero ser reconhecido pelo meu trabalho”, afirmou.
Efraim apresentou a tecnologia como uma das alternativas para enfrentar as filas de espera.
“O essencial para resolver a fila de espera é o uso da tecnologia. Eu quero trazer a tecnologia para as especialidades que podem ter consulta a distância; já vai ganhar tempo”, explicou.
O candidato citou o programa Saúde na Palma da Mão e defendeu a realização de consultas a distância em determinadas especialidades.
“Por que não pode ser consulta com o seu médico? Você faz ligação com sua família, então dá para realizar consultas a distância”, declarou.
Ao final da discussão, Cícero afirmou que as denúncias apresentadas durante o debate precisam ser analisadas pelas autoridades competentes.
“Essas denúncias que estão sendo apresentadas não são apenas questões de candidatos. É necessário que a Justiça tome providências”, afirmou.
Cícero defendeu ainda a adoção de um modelo de gestão para a Paraíba.
“A Paraíba precisa de um modelo de gestão claro e eficiente. É disso que o nosso estado está precisando. Não podemos fazer politicagem com a saúde do povo”, declarou.