
O Cemitério São José, no bairro de Cruz das Armas, em João Pessoa, é alvo de denúncias sobre problemas na estrutura e conservação do local. Entre as reclamações estão placas de identificação quebradas, lixo, entulho, lápides danificadas e mato alto entre os túmulos.
A situação ganhou ainda mais repercussão após um caso registrado na última semana. Um homem foi encontrado morto na cozinha comunitária do Taipa, no bairro Costa e Silva, na quinta-feira (17). No dia seguinte, sexta-feira (18), o corpo foi enterrado no Cemitério São José.
Na madrugada de sexta (18) para sábado (19), porém, suspeitos invadiram o cemitério, desenterraram o corpo, o decapitaram e atearam fogo nos restos mortais.
Segundo as informações recebidas pela equipe no local, não há vigilantes fixos no cemitério. O homem rendido pelos suspeitos seria um vigilante que fazia rondas na região.
Ainda conforme o relato, os criminosos teriam rendido o profissional e o levado até o local onde o corpo estava enterrado.
A Secretaria de Desenvolvimento Urbano de João Pessoa (Sedurb) confirmou que os criminosos estavam armados e renderam o vigilante, que não conseguiu impedir a violação do cadáver.
Em nota, a Sedurb lamentou o ocorrido e informou que a Polícia Civil foi acionada imediatamente e iniciou as investigações.
A secretaria também informou que imagens das câmeras do sistema Smart City, instaladas nas proximidades do cemitério, serão utilizadas para auxiliar na identificação dos responsáveis.
Além do caso de violação do túmulo, a equipe recebeu diversas denúncias sobre as condições de conservação do Cemitério São José.
Entre os problemas relatados estão:
A situação tem gerado preocupação diante da importância do espaço para familiares que visitam o local para prestar homenagens e acompanhar o sepultamento de pessoas próximas.