terça-feira, 25 de agosto de 2026
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Cel. Viviane afirma não ser ‘bolsonarista’, mas não crava apoio a Lula
Pré-candidata do PSB diz que não se identifica com o bolsonarismo, defende debate de propostas e evita antecipar posição sobre a eleição presidencial
4 de agosto de 2026 14:02
Redação
Coronel Viviane Vieira – (Foto: Victor Emannuel/Sistema Arapuan de Comunicação)

A pré-candidata a deputada estadual, Coronel Viviane Vieira (PSB), afirmou, nesta terça-feira (4), que não é bolsonarista e que não se identifica com a ideia de que militares precisem, obrigatoriamente, seguir uma mesma corrente política. Questionada sobre a eleição presidencial, porém, não confirmou se apoiará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apesar de o PSB integrar a chapa nacional do petista.

A declaração aconteceu durante entrevista ao programa Arapuan Verdade, da Rádio Arapuan FM.

Ao comentar a presença de parlamentares oriundos das forças de segurança pública na política paraibana, Viviane disse acreditar que é possível conciliar atuação operacional com sensibilidade social.

Segundo ela, além da pauta da segurança, é necessário olhar para mulheres, crianças, trabalhadores e moradores das comunidades que não estão envolvidos com a criminalidade.

“Não adianta você ser uma pessoa da operacionalidade e você não olhar a pessoa não criminosa que mora dentro de uma comunidade. Então, como eu, uma mãe, mulher, mesmo dentro do setor de segurança, eu não olharia para crianças, mulheres, pessoas que vão trabalhar, pessoas que saem das suas casas honestamente para poder ir para o seu local de trabalho, para sua escola, poder estar transitando nas ruas?”, afirmou.

Não ser ‘bolsonarista

Questionada diretamente se é uma militar bolsonarista, Viviane respondeu de forma objetiva:

“Não.”

Ao justificar a resposta, afirmou que não se identifica com as ideias nem com a forma de diálogo desse grupo político.

“Eu não iria por esse caminho porque não me enquadro nas ideias, na forma de diálogo. Não consigo me colocar naquela caixinha de que todo militar tenha que, obrigatoriamente, estar em determinado partido. Por quê? O que é que me faz estar ali? O que é que me representa?”, declarou.

Quando questionada sobre sua linha ideológica, respondeu apenas:

“A minha linha? Eu estou no PSB.”

Posicionamento sobre a disputa presidencial

Na sequência da entrevista, os apresentadores perguntaram se ela seguirá o posicionamento do PSB na eleição para presidente da República, já que o partido compõe a chapa nacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Viviane evitou responder diretamente e afirmou que prefere discutir propostas em vez de alimentar a polarização política.

“A partir do momento em que eu fale aqui, toda a nossa entrevista se esvai e fica só nessa situação. É o recorte da polarização. Eu prefiro muito mais debater as ideias do que debater uma polêmica de ‘time de torcida’. Eu prefiro muito mais do que isso.”

Coronel Viviane Vieira – (Foto: Victor Emannuel/Sistema Arapuan de Comunicação)

Ao ser lembrada pelos entrevistadores de que ter clareza nos posicionamentos também é importante para a sociedade, ela respondeu que compreende esse entendimento, mas acredita que muitas pessoas deixam de avaliar as propostas quando conhecem o posicionamento político de um candidato.

“As pessoas querem a sua clareza, elas querem o seu posicionamento, mas a partir do momento em que você fala, acabou. Tudo o que você fala posteriormente a isso se esvai. Isso eu falo por todas as vertentes.”

Ela acrescentou que o eleitor deve analisar o conjunto das ideias apresentadas por um candidato.

“Você tem que olhar a pessoa. O que é que ela dialoga com você? O que é que ela lhe traz? O que é que ela lhe agrega?”, afirmou.

Ao justificar sua pré-candidatura pelo PSB, declarou:

“Eu estou como pré-candidata a deputada estadual pelas ideias que eu defendo. O local em que eu me inseri é um local que eu acredito que se encaixa nos meus ideais.”

Mesmo após nova pergunta sobre se acompanhará o partido na disputa nacional, Viviane manteve a cautela e não confirmou apoio ao presidente Lula.

Ao encerrar o assunto, respondeu em tom descontraído:

“Tem tempo ainda. Calma, tem tempo ainda. Quer um cafezinho?”, disse, entre risos.

Assista:

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