sexta-feira, 28 de agosto de 2026
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Brasil cria 58,5 mil empregos com carteira assinada em julho
Brasil criou 58.568 empregos formais em julho, mas resultado ficou 57,3% abaixo de junho e foi o menor para o mês desde 2020
28 de agosto de 2026 16:23
Redação
Imagem meramente ilustrativa Imagem ilustrativa – (Foto: Divulgação / Agência Brasil / Marcelo Casal Jr.)

O Brasil criou 58.568 empregos formais em julho de 2026, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. O indicador considera a diferença entre contratações e demissões.

O resultado representa uma queda de 57,3% em relação a junho, quando foram criados 137.044 postos de trabalho.

Além disso, a criação de empregos caiu 56,3% em comparação com julho de 2025, quando foram abertas 133.932 vagas, considerando os dados com ajuste.

O desempenho foi pressionado pelos juros altos e pela desaceleração da economia. Entre os meses de julho desde 2020, o resultado de 2026 é o mais baixo da série.

A mudança na metodologia do Caged impede a comparação com os anos anteriores a 2020.

Acumulado de empregos em 2026

No acumulado de janeiro a julho, o Caged registrou 972.203 vagas formais, número 20,9% menor que o registrado no mesmo período de 2025.

  • 2026: 972.203 empregos;
  • 2025: 1.229.107 empregos.

Os dados são ajustados quando o Ministério do Trabalho registra declarações entregues fora do prazo pelos empregadores e realiza correções nos números de meses anteriores.

Serviços lideram criação de vagas

Na divisão por ramos de atividade, quatro dos cinco setores pesquisados criaram empregos formais em julho.

O setor de serviços liderou a abertura de vagas, seguido pela construção civil, agropecuária e indústria.

  • Serviços: +24.098 postos;
  • Construção civil: +12.691;
  • Agropecuária: +12.523;
  • Indústria: +11.315.

Por outro lado, o comércio registrou saldo negativo no mês.

  • Comércio: -8.114 postos.

Tradicionalmente, julho é um mês mais fraco para o comércio, principalmente para o varejo. O segmento dispensou 3.674 pessoas a mais do que admitiu.

Transporte e construção são destaques

Nos serviços, a criação de empregos foi puxada pelo segmento de transporte, armazenagem e correio, responsável pela abertura de 18.150 postos formais.

A categoria de saúde humana e serviços sociais abriu 12.235 vagas. Em contrapartida, o setor de educação fechou 7.352 postos.

Na construção civil, o destaque positivo foi o segmento de obras de infraestrutura, que abriu 7.087 empregos formais.

Em seguida, aparecem os serviços especializados para construção, com 4.253 postos de trabalho.

Na indústria, o maior gerador de empregos foi a fabricação de produtos alimentícios, com 6.994 vagas.

Na sequência, aparecem a fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias, com 3.440 postos, e a fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, com 1.950.

Sudeste lidera criação de empregos

Quatro das cinco regiões brasileiras registraram abertura de vagas formais em julho.

  • Sudeste: +21.668 postos;
  • Nordeste: +18.973;
  • Centro-Oeste: +9.943;
  • Norte: +8.375;
  • Sul: -628.

Na divisão por unidades da Federação, 22 estados registraram saldo positivo, enquanto cinco tiveram mais demissões do que contratações.

São Paulo liderou a criação de empregos, seguido por Mato Grosso e Minas Gerais.

  • São Paulo: +17.814;
  • Mato Grosso: +5.766;
  • Minas Gerais: +5.199.

Já as unidades da Federação que eliminaram empregos formais em julho foram:

  • Espírito Santo: -2.605;
  • Rio Grande do Sul: -903;
  • Tocantins: -366;
  • Santa Catarina: -248;
  • Distrito Federal: -134.

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, no Espírito Santo, as demissões ocorreram em razão do fim da safra de café.

No Tocantins, os resultados negativos estão relacionados ao comércio e à agropecuária. Já no Rio Grande do Sul, as demissões ficaram concentradas na indústria do fumo e no comércio.

Número de trabalhadores com carteira assinada cresce

Com a criação de empregos formais, o número de trabalhadores com carteira assinada chegou a 48.082.866 em julho.

O número representa uma alta de 0,12% em relação a junho e de 1,02% na comparação com julho do ano passado.

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