
O Banco do Nordeste (BNB) e a Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (FIEPB) discutiram, nesta segunda-feira (21), ações para fortalecer e ampliar a atividade industrial no interior do estado. Entre as propostas estão a implantação de agroindústrias ligadas à agricultura familiar e a criação de um Programa de Desenvolvimento Territorial (Prodeter) voltado para a cadeia produtiva mineral.
A reunião aconteceu no Escritório do Banco do Nordeste, em João Pessoa, e contou com a participação do superintendente estadual do BNB, Rudrigo Araújo, além de assessores técnicos da FIEPB e do banco.
A proposta do Prodeter Mineral tem como polos os municípios de Junco do Seridó e Picuí, que possuem atividade ligada à mineração. A ideia é reunir municípios e diferentes setores envolvidos na cadeia produtiva para estimular investimentos em tecnologia, beneficiamento, organização da produção e sustentabilidade.
Segundo o BNB, a iniciativa também busca aumentar o valor gerado pela mineração dentro da própria Paraíba e ampliar a competitividade do setor.
“Entre Junco do Seridó e Picuí há um importante corredor mineral da Paraíba, e o Banco do Nordeste deve atuar em conjunto com as entidades e os trabalhadores da mineração para estruturar e modernizar essa cadeia produtiva. O Prodeter cumpre uma missão de mobilização dos diferentes elos da atividade, com o objetivo de otimizar os processos produtivos, agregar valor aos minerais e ampliar os resultados econômicos para quem atua no setor”, destacou o superintendente Rudrigo Araújo.
Durante o encontro, os técnicos também discutiram os principais desafios da cadeia mineral paraibana. Entre os pontos levantados estão a necessidade de modernização tecnológica, melhoria no beneficiamento da produção e maior organização entre os diferentes setores envolvidos na atividade.
A proposta é que os minerais possam receber mais valor antes de serem comercializados. Também foi discutida a adoção de práticas de controle e gestão ambiental, buscando conciliar o aproveitamento econômico dos recursos minerais com a sustentabilidade da atividade.
A discussão sobre a mineração faz parte de uma agenda mais ampla voltada ao fortalecimento da indústria paraibana.
De acordo com o Cenário Macroeconômico Estadual, elaborado pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), a indústria representou cerca de 15% do Produto Interno Bruto (PIB) da Paraíba em 2024, considerando as projeções apresentadas no estudo.
O setor reúne atividades como alimentos, bebidas, couro e calçados e minerais não metálicos, além de outros segmentos da indústria de transformação.
Para apoiar novos investimentos, o Banco do Nordeste disponibiliza linhas de financiamento com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE).
O fundo financia atividades produtivas de diferentes setores, incluindo indústria, agroindústria e mineração. Entre as diretrizes estão a priorização do Semiárido e o estímulo ao desenvolvimento econômico, com geração de emprego e renda.
Por meio do FNE Industrial, as empresas podem obter financiamento para implantação, expansão e modernização de empreendimentos.
Os recursos podem ser utilizados, entre outras finalidades, para construção e ampliação de instalações, modernização de máquinas e equipamentos, pesquisa mineral e caracterização de minérios, além de capital de giro associado aos investimentos.