
O Palmeiras revelou, através de de nota em suas redes socias, que a Comissão de Arbitragem da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) admitiu que o árbitro Rafael Klein errou ao anular o gol do zagueiro Bruno Fuchs no empate em 1 a 1 contra o Remo, no último domingo (11).
Segundo o comunicado, o Palmeiras – representado pelo diretor de futebol Anderson Barros – cobrou que providências sejam tomadas para que “erros graves não se repitam”.
Nos acréscimos da partida no Estádio Mangueirão, o Palmeiras chegou ao gol que lhe daria a vitória e os três pontos contra o Remo com o zagueiro Bruno Fuchs aproveitando a sobra, após a bola rebater no braço do atacante Flaco López em cobrança de escanteio.
Após o gol, o VAR recomendou a revisão do lance para Rafael Klein, que anulou o lance e marcou falta pelo toque de mão de Flaco López.
Tocar na bola com a mão ou o braço
Com a finalidade de determinar com clareza as infrações por toque na bola com a mão, o limite superior do braço se alinha com o ponto inferior da axila. Nem todos os contatos da mão ou do braço de um jogador com a bola constituem uma infração.
No entanto, cometerá uma infração o jogador que:
• tocar na bola com sua mão ou seu braço deliberadamente; por exemplo, deslocando a mão ou o braço na direção da bola;
• tocar na bola com sua mão ou seu braço quando estes ampliarem o corpo do jogador de maneira antinatural. Considera-se que um jogador amplia seu corpo de forma antinatural quando a posição de sua mão ou seu braço não for consequência do movimento do corpo nessa ação específica ou não puder ser justificada por esse movimento. Ao colocar a mão ou o braço nessa posição, o jogador assume o risco de que a bola acerte essa parte de seu corpo e de que isso constitua uma infração;
• marcar um gol no adversário: diretamente com a mão ou o braço, mesmo que em uma ação acidental, incluindo por parte do goleiro da equipe atacante;
• imediatamente depois de a bola tocar na mão ou no braço, mesmo que de maneira acidental.
“A Sociedade Esportiva Palmeiras informa que, em reunião realizada nesta segunda-feira (11) com a participação de representantes de outros clubes da Série A, a Comissão de Arbitragem da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) reconheceu o erro cometido pela equipe de arbitragem na anulação do gol marcado pelo zagueiro Bruno Fuchs nos acréscimos do segundo tempo da partida contra o Remo, pelo Campeonato Brasileiro.
Durante o encontro, o Palmeiras – representado pelo diretor de futebol Anderson Barros – voltou a cobrar providências para que erros graves como este não mais se repitam, sob o risco de comprometerem a credibilidade da competição.
O clube ressalta que, em momento algum, solicitou punições ao árbitro central e de vídeo (VAR), pois entende que todos os profissionais, incluindo os melhores, são suscetíveis a falhas. Além disso, não cabe ao Palmeiras, nem a qualquer outro clube, interferir em decisões da CBF, que, por sinal, vem realizando investimentos importantes em busca da evolução e do aprimoramento da arbitragem brasileira.
Diante deste contexto, contudo, é fundamental refletirmos sobre o tratamento reservado ao árbitro Ramon Abatti Abel, penalizado severamente pela CBF e pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) há poucos meses, em razão de fatos ocorridos no clássico entre São Paulo e Palmeiras, também pelo Brasileirão.
Soluções simplistas, adotadas apenas com o intuito de oferecer satisfação momentânea ao ambiente externo ou a terceiros, não contribuirão com a evolução da arbitragem e do futebol nacional.”